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De vez em quando, muitas pessoas perguntam-me quando surgiu o primeiro sistema de classificações etárias para videojogos, certamente (e estranhamente) não foi com a panóplia de jogos pornográficos que foram lançados para o Atari 2600 mas sim com Mortal Kombat (com Doom) para as consolas caseiras 16-bit da Sega e da Nintendo. Este jogo foi tão violento a nível do combate e das suas brutais execuções que gerou bastante polémica entre as diversas multidões de pais preocupados com a estabilidade mental dos seus filhos, mesmo com alterações no primeiro jogo.
Apesar de tudo isso, Mortal Kombat chegou a ver a luz do dia nesta e muitas outras consolas da mesma forma que a viu nas arcadas e este lendário jogo de luta deu reconhecimento que chegasse à série para receber não só sequelas como também um lugar no mundo como um símbolo de cultura popular.
Outra coisa que se verificava nestas alturas dos anos 90 era a colaboração entre empresas de revistas para materializar crossovers de sonho entre comunidades de amantes de BD, como exemplo disso temos Superman vs. the Amazing Spider-Man, Judge Dredd vs. Aliens, Superman and Batman versus Aliens and Predator, entre muitos outros. Estes crossovers de sonho eventualmente surgiram no mundo dos videojogos sob a forma de Marvel vs. Capcom, Super Smash Bros., Namco X Capcom (um jogo que infelizmente não viu a luz do dia no ocidente por questões de licenciatura) e outros jogos que já foram lançados ou estão previstos para lançamento como um rumorado SEGA vs. Capcom: Great Clash Generation (rumor este, cuja fonte veio da mesma que confirmou e detalhou tudo e mais algo com verdade garantida sobre Mega Man 9 mas até hoje, nada confirmado) e Tatsunoko vs. Capcom: Cross Generation of Heroes (um jogo de luta promissor que possivelmente não verá a luz do dia fora do Japão por questões de licenciatura).
E por fim temos Mortal Kombat vs. DC Universe, sim, de todos os crossovers que eu sempre sonhei e desejei (assim como muitos outros crossover geeks) este era aquele que eu não esperava. Aliás, quando se ouviu falar nisto pela primeira vez, eu tinha lido de membros do Hardcore Gaming 101 que eles tinham esperança que o jogo fosse cancelado assim que chegasse à fase beta e esta situação só piorou quando se soube que os emblemáticos fatalities de Mortal Kombat não marcariam presença neste jogo, mas para quem estiver preocupado eu aviso desde já que MK vs. DC Universe é um jogo de luta crossover que me surpreendeu pela positiva.

O jogo divide-se em vários modos, um de arcada, versus e de história; o enredo deste último mostra-nos o vilão Darkseid a ser derrotado pelas mãos do Superhomem, mas quando o homem de ferro distorce o portal que Darkseid tenta usar para escapar, este cria uma espécie de paradoxo dimensional que começa a fundir a Terra com o universo de Mortal Kombat. Embora a história comece do lado da DC (cronologicamente, parece ser aqui que começa todo o enredo), é possível também jogar-se do lado do universo MK para obtermos um diferente ponto de vista de como decorre a história deste modo.
O sistema de combate é bastante semelhante ao de anteriores jogos da saga MK, embora seja mais rudimentar do que em típicos jogos de luta como Street Fighter II, eu sinto-me satisfeito com isso. Fazer combos com botões mais os comandos direccionais torna-se frustrante pois requer bastante precisão por parte do jogador para se poder executar uns golpes como deve ser, aqui basta seguirmos uma combinação de botões de ataque (nada de manípulos direccionais) para formarmos diversos golpes especiais. A barra "RAGE” dos lutadores permite torná-los invencíveis e com golpes impossíveis de bloquear quando activado e existem certas situações em que deve-se combater perto a perto com uma cuidada e estrategicamente planeada combinação de botões; outras situações consistem em atribuir o maior número de dano possível num ataque freefalling ou escapar de um destes com uma combinação de botões bem executada e finalmente, temos uma ocasião de button-mashing enquanto se corre com um adversário contra diversas paredes.
Tenho uma boa e uma má noticia para os fans de MK, existem fatalities e brutalities, o problema é que todos eles foram suavizados para corresponder os pedidos da DC Comics, como tal, as fatalities dos lutadores de MK e dos vilões da DC não dispõem uma gore fest como nos anteriores jogos da série mas matam o adversário, e as brutalities (aqui conhecidos como “Heroic Brutalities”) dos heróis da DC não matam o adversário. Como sempre, activar uma fatality/brutality é tal igual como executar um golpe especial em combate, basta carregar na combinação de botões certa na fase de “Finish Him/Her!” e já está, no entanto, estes só poderão ser executados em modos arcada e versus.

Eu achei que o jogo tinha alguns problemas de balanço, mesmo em Very Easy, alguns lutadores revelam-se demasiado agressivos (sobretudo o boss final), e isso consegue ser bastante intimidade para os novatos em jogos de luta.
O leque de lutadores é bastante satisfatório, do lado da DC temos personagens como Batman, Joker, Lex Luthor, Superhomem, Mulher Maravilha, Capitão Marvel, Lanterna Verde, Catwoman, Flash, Deathstroke e Darkseid; do universo MK temos conhecidos como Liu Kang, Scorpion, Sub-Zero, Kano, Jax, Sonya, Shao Khan, Shang Tsung, Baraka, Kitana e Raiden. Pessoalmente, os meus lutadores preferidos foram o Scorpion pelo seu mítico “Get over here!”, o Batman por ser talvez o meu super herói preferido da DC e o Joker por ser o meu vilão preferido da DC e pelos seus métodos cómicos de combater e executar golpes e fatalities.

Os gráficos de MK vs. DC Universe são bastante bons, não falta detalhe aos cenários e os personagens são bastante realistas, os efeitos especiais como a luminosidade da lava, as explosões e os efeitos de trovoada do Raiden. A framerate em jogo é incrivelmente boa, mas baixa um bocado durante as sequências de vídeo e o sangue parece por vezes que é ketchup.
Os efeitos sonoros são um prato misto, muitos deles assemelham-se muito aquilo que ouvimos na realidade (paredes a partirem-se), mas outras vezes revelam-se um bocado genéricos (barulhos de pancada). A música não é má, mas passa-se facilmente despercebida no meio de toda a adrenalina de combate.

Muitos esperavam um resultado medíocre por parte de MK vs. DC Universe dado que a ideia nunca tinha sido ponderada como deve ser ou feito qualquer sentido, mas o que é certo é que um encontro entre os universos da DC e do Mortal Kombat oferecem um resultado muito old-school e de um certo modo fiel aos antigos momentos de glória dos Mortal Kombat antes da era 3D, certamente que não quebra o molde dos jogos de luta que por aí andam mas é sem dúvida um daqueles que não deve e merece ser ignorado.
8/10 -- Recomendado
Uma perda de tempo pois não tem nada a ver com a historia mitologica do mortal kombat, devia gastar tecnologia em uma outra versão pr mortal kombat.
Complementando o que o rapaz de cima disse....
Nota:
8/10 -- Recomendado a passar longe.
O review é digno de aplausos, ao contrário do jogo.
Até agora a única pessoa que fala bem deste jogo!
O jogo é muito bom, concordo com o reviewer!