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Cliff Bleszinski anunciou que Gears of War 2 iria ser Bigger. Better and more Badass. Será que cumpriu a promessa? Basta seguirem para entrada expandida e logo descobrirão o que eu acho. Uma opinião sobre a guerra tal como ela realmente é.
Bigger. Tudo explodiu, na versão analisada, corrida a 1080p os cenários explodem perante os olhos dos jogadores. São muitos os detalhes deste novo Gears, desde cidades destruídas com as suas batalhas cruzadas até aos mais pequenos detalhes do vento a levantar pó ou pequenas fagulhas que saltam dos incêndios. Os mapas são maiores e nestes proliferam os nossos inimigos prontos para nos fazer a folha da pior maneira possível. Bigger são as novas armas e estratégias que podemos usar e abusar para vencer os Locust. Bigger são também os meios de transporte que guiamos. Bigger são ainda os inimigos ao duplicado. Bigger é toda a masculinidade que exala deste portento jogo.
Better. Tudo, ou quase tudo melhorou. Com os gráficos a queimarem-nos as retinas com pequenos detalhes que dão vida a um jogo desprovido desta, é impossível ficar indiferente a uma cidade afundada sobre o seu peso, desafio a procurarem melhor cenário, oh esperem, eu posso, mas não querem o spoiler pois não? Nem tudo é um mar de rosas, embora seja lindo ver granizo a cair, sangue a jorrar que nem cerveja no dia de St. Patrick há o constante loading das texturas que por vezes torna-se mais lento que o jogo e acontece estarmos segundos a ver tudo sem cor e detalhe. Falando em cor, repararam que tudo ganhou cor? Até Marcus decidiu comprar uma armadura nova, aqueles tons ficam-lhe a matar.
Mas nem só os olhos “comem”, no campo sonoro, se tivermos um bom equipamento de som em casa e fecharmos os olhos, somos capazes de jurar estar no meio da batalha, tais os efeitos sonoros do fogo cruzado, explosões ao longe e os gritos de guerra, que damos graças a qualquer entidade religiosa por estarmos no nosso sofá. As vozes continuam fenomenais como sempre, alto nível de profissionalismo até ao discurso de Cole Train. Sim, Cole está de volta! No entanto os mais sensíveis que tapem os ouvidos… aos pais, pois “shit; fuck” e outro francês do género irá ser entoado vezes e vezes. Feridas de guerra…
Melhor está a história em comparação com a inexistente no primeiro jogo, parece que o argumentista largou a comida do bufete da EPIC e se sentou à mesa para escrever. Neste segundo jogo podemos contar com uma trama mais negra, dramática e cheesy romance, só porque o Dom merece. Tirem as ideias perversas da mente fãs de Marcus e Dom…
Novas personagens irão ajudar à narrativa, sejam elas do lado dos bonzinhos ou dos menos mauzinhos, irão perceber quando atingirem o não tão imprevisto cliché já conhecido de outros jogos, mas que nem ficou mal aqui e irá fazer mais gente salivar pelo terceiro jogo. Sim, trilogia! Ufa, tentem dizer isto sem respirar. E o quanto estes evoluíram, não se limitam a serem autómatos destruindo tudo por nós, mas tentam agir como humanos, dando por mim a ser salvo várias vezes pelo velho e bom Carmine, mas quem diz Carmine, diz outra personagem. Interessa é que a IA quer dos nossos companheiros ou dos nossos inimigos melhorou bastante e ponham-se a pau, eles sabem onde vocês estão e irão vos cercar. Regra de ouro, matem primeiro.
Não tão better ou não tão bom são alguns bugs algo irritantes, como a personagem ficar a flutuar magicamente no ar ou ficar presa em cenários invisíveis. Artimanhas dos Locust…
Mas tudo isso é recompensado pelos litros de sangue que saltam quando conseguem um headshot perfeito. Quem diz headshot, diz usar a Lancer nas costas de um amigo Locust e fazê-lo gritar pela mãezinha. Aqui tudo de louvar, as animações estão soberbas e muitos irão cair na tentação de tentar matar os seus inimigos de todas as maneiras possíveis, acreditem, são muitas. E dão achievments!
De resto apenas se realçam pequenas alterações na jogabilidade, como o modo de corrida rápida ter posto de parte aquele efeito cinematográfico e parecendo-se mais natural com o jogo. Mas acreditem que todo o bem irá ultrapassar o mal, que é relativamente pouco.
More Badass. É Gears of War. É Americano. Terra dos filmes de acção nonsense onde o sangue e a violência são reis e senhores.
Na nossa mão temos uma caixa onde não muda apenas um número, temos uma caixa cheia de clichés americanos. Um homenzarrão, o amigo sentimental latino, o negro da praxe e o inteligente da equipa liderados por um velho mais duro que a sola da bota da armadura que envergam. Nisto, bebendo muito dos discursos “Churchillianos” marcham na sua versão do Dia D (E Day) contra uma raça do qual pouco ou nada sabem. São feios e basta! Mas a maneira como estes clichés estão implementados é que torna tudo tão mágico e saboroso ao sacudir o sangue da baioneta. É que somos nós na acção e não um mero espectador enroscado numa mantinha. Gears of War 2 faz-nos sentir num exército longe de casa onde os nossos melhores amigos protegem-nos.
Gears of War 2 oferece a sensação segura de uma batalha em larga escala e prazer instantâneo durante algumas horas. O jogo não é longo, mas com a componente online e a vontade de repetir o jogo pelos achievements, tornam Gears a droga mais rápida e saudável de se viciar. CliffyB prometeu e cumpriu. CliffyB tinha uma Lancer na mão e eu também quero. CliffyB ainda não anunciou Gears of War 3 e eu já sei que vai haver. Como? Joguem e logo verão...
9/10 - Recomendado