STAR WARS: THE FORCE UNLEASHED -- PS3 (VERSãO TESTADA), X360, WII, PS2, PSP, NDS
26 de setembro, 2008 12:30 PM por Luis Magalhães
A saga Star Wars é um dos melhores exemplos daquele animal particular que é o videojogo licenciado. Confinados a um universo pensado para o cinema, e posteriormente expandido para outros mediums, o nível de ligação com os filmes varia muito, e o mesmo se pode dizer da qualidade. Jogos Star Wars tanto podem representar o melhor que um género tem para oferecer (Knights of the Old Republic) como o pior (Masters of Teras Kasi). Star Wars: The Force Unleashed está longe de representar o melhor que o género de acção na terceira pessoa tem para oferecer, mas revela-se uma boa aventura no universo Star Wars.
O prelúdio passa-se pouco depois do episódio III, onde controlamos Darth Vader numa demanda por um dos últimos Jedi. Isto serve como um gosto daquilo que está para vir, pois Vader tem muitos dos poderes que iremos adquirir ao longo do jogo, e o jogador sente-se desde o inicio como um ser poderoso. O mundo de verdura luxuosa e casas nas árvores de Kashyyyk é retratado como nunca e mostra logo o músculo do motor gráfico, com texturas impressionantes e boa iluminação. Já Vader é muito bem animado, capa negra a fluir como um manto de acordo com os seus movimentos lentos e poderosos. Mas a estrela é mesmo o motor de física, com madeira a estalar sob o impacto da Força, e inimigos a espernear em pânico ao ser lançados por Vader como se de bonecos de trapos se tratassem. A interacção com os cenários resume-se a pouco mais do que levitar objectos e arremessa-los contra inimigos, ou destruir portões, mas o feedback visual é espantoso. Poucos não ficarão com o queixo caído da primeira vez que usarem uma onda de Força para desfazer em fanicos um portão colossal.
Passado esse primeiro nível, controlamos o aprendiz de
Vader, agora 1 ano antes dos eventos do clássico episódio IV, e tudo o que foi dito acima ainda se aplica. Inicialmente menos poderoso, um sistema de
level up que lhe atribui pontos distintos para gastar em três categorias distintas (
combos de sabre de luz, ataques de Força, e atributos passivos) garante que rapidamente o aprendiz se torne um autêntico deus na face do qual as dezenas de inimigos só podem tremer. Com maior variedade de opções que
Vader, todos os botões do comando são utilizados de uma forma ou outra, pelo que não é tão intuitivo como poderia ser, mas o jogo é benevolente com o nível de dificuldade para compensar este facto, e grava com frequência suficiente para que a morte não signifique mais do que repetir um par de minutos. Na verdade, na primeira metade do jogo, o interesse é mais em explorar maneiras divertidas e originais de usar a força para matar os inimigos, do que propriamente no desafio.Excepção são os
bosses (e alguns mini-
bosses) que requerem um pouco mais de empenho para descobrir o poder e/ou combinação particular ao qual são vulneráveis. Após repetido esse uma dúzia de vezes, inicia-se um
quicktime event para dar o golpe final. Se a maioria do jogo lembra um
Devil May Cry simplificado e com telequinesia, os confrontos com
bosses são mais no estilo do clássico
Powerstone. Pouco complexos (e nos níveis tardios, um pouco injustos), a mudança de padrões de ataque destes e cenas cinematográficas bem realizadas injectam variedade suficiente para manter o interesse.
A variedade de cenários é muita, visitando o jogador um leque variado de localizações, algumas mesmo espectaculares graficamente. As personagens também têm muito bom aspecto, e a actuação é boa, pelo que apesar de não serem muito desenvolvidas, o jogador facilmente simpatiza com elas. A integração da história no cânon
Star Wars é muito boa, respondendo mesmo a algumas perguntas acerca do período entre os dois filmes. Infelizmente o final é muito forçado, aparentemente apenas para garantir uma batalha final épica. Na globalidade, o argumento teria ficado bem melhor sem o acto final.
E é mesmo a recta final do jogo que apresenta as maiores falhas. Os inimigos tornam-se mais tenazes, de uma forma frustrante, com ataques de longo alcance capazes de acertar no jogador em movimento e paralisá-lo, deixando-o à mercê dos outros. Os
bosses passam a ter ataques que só podem ser evadidos com sorte, não habilidade. E a evolução do personagem perde vapor, pois as habilidades mais tardias não são tão aliciantes ou úteis como as que ganhamos nos primeiros níveis.
Qual
blockbuster de verão,
Star Wars: The Force Unleashed tem muito estilo e sabe divertir o jogador. É agradável de jogar e bonito de ver, e mesmo perdendo o fôlego perto do fim, ganha o seu justo lugar entre o restrito grupo dos bons jogos
Star Wars.
7/10 - Bom
Sinceramente fiquei um pouco desiludido depois de ver a vossa análise. Esperava mais do jogo. Acho que deixou de ser uma prioridade de aquisição por agora... Lancem mas é outro KOTOR