

A série Call of Duty está já no mundo dos videojogos desde 2003, e talvez como reflexo do seu sucesso, foram até aos dias de hoje lançadas inúmeras expansões e novos títulos, colocando sempre o jogador nas mais intensas batalhas e recreando realisticamente todas as sensações vividas pelos soldados da Segunda Guerra Mundial. No entanto isto coloca um problema: como é que poderia CoD continuar a ser uma experiência refrescante tendo como cenário aquele que é o conflito estandarte para a maioria dos FPS's?
Talvez, de forma a evitar a exaustão, a Infinity Ward decidiu que estaria na altura de mudar e anunciou que a trama de Call of Duty 4 decorreria nos campos de batalha modernos em torno de um conflicto fictício, o que, diga-se de passagem, teve bastante impacto nas primeiras reacções por entre os mais cépticos, preocupações que se vieram a provar erradas pois Call of Duty 4: Modern Warfare, introduziu diversos novos elementos na mecânica de jogo e acabou por ser um dos títulos mais aclamados pela indústria, elevando a série a um novo patamar, conquistando assim legiões de fãs.
A tarefa da Treyarch assume agora uma importância ainda maior, sendo o seu título o successor de um dos melhores First Person Shooters dos últimos anos. Call of Duty: World at War regressa de novo à Segunda Guerra Mundial, no entanto seremos colocados perante um ambiente ainda mais maduro, assustador e violento, com um foco maior no enredo e numa experiência ainda mais teatral. Desta feita, as calorosas batalhas serão travadas nas mais densas zonas das ilhas do Pacífico ou nas frentes Russas, enquanto estas rumam destinadas a Berlim.
Utilizando o mesmo motor que Modern Warfare, ainda que com bastantes melhorias, de forma a garantir uma interactividade maior com o cenário, e permitindo a propagação do fogo, elemento, que ganha uma nova importância com a introdução do lança-chamas, prevendo-se já inúmeras formas de o utilizar, especialmente de forma a evitar emboscadas. Sendo estas um ponto bastante importante na campanha do Pacífico, dado que as tropas Japonesas aplicam as mais diversas tácticas de guerrilha, desde se esconderem na vegetação ou a colocarem-se furtivamente nas árvores. O multiplayer de World at War funcionará numa base bastante semelhante à de Call of Duty 4, apostanto num sistema de esquadrões e com o jogador a desbloquear perks, utilizados para a costumização, a completar desafios, e a subir nos ranks atráves dos pontos de experiência ganhos em combate, é importante destacar que será permitido controlar veículos, algo que decerto irá influenciar bastante a jogabilidade. É igualmente digno de ser referido um novo modo co-op, até quatro jogadores online, e dois jogadores na mesma consola em split-screen, novidade que decerto aprofundará ainda mais a experiência de jogo, e assim possivelmente se desenvolverá uma maior relação de camaradagem com os nossos companheiros, e ao mesmo tempo aumentará a longevidade do título.