

Foi no dia 30 de Maio que os fãs de jogos de corridas arcade puderam festejar a chegada de mais um título do género. Contudo, devo confessar que jogos arcade nunca foram a minha verdadeira paixão, mas a verdade é que Race Driver: GRID, desde o início da sua produção, me deixou bastante intrigado. Mas será que correspondeu às expectativas? Passem pela entrada expandida para verem esta, e muitas mais respostas esclarecidas.
Bem, começando pelo início, a história deste jogo é baseada num jovem piloto, a personagem que é utilizada. Esta personagem tem o nome que o jogador entender, e o seu objectivo inicial é criar uma equipa. Contudo, dinheiro e prestígio são coisas fundamentais mas das quais temos em pouca quantidade. E é a partir daqui que começa a aventura GRID. Ao ganharmos corridas, o prestígio e o dinheiro aumentam e sendo assim, podemos até contratar um colega de equipa e ganhar ainda melhores patrocínios. Também poderemos personalizar o nosso veículo, mas apenas visualmente. No entanto, não deixa de estar muito bem conseguida esta personalização.
Com muito esforço e dinheiro, poderemos comprar
carros tão bons ou melhores que estes.
Falando já nos eventos, estes estão divididos por três grandes áreas: América, onde predominam os Muscle-Cars; Europa, onde as provas de Turismo surgem com maior força; e Japão, o sítio ideal para as provas de Drifting.
Puro Drifting. Nota-se bem que vemos uma imagem de uma corrida japonesa.
Como já devem ter conhecimento, até porque esse tema foi noticiado várias vezes no eNe3, a mítica prova 24 horas do Le Mans está presente em Race Driver: GRID. Podemos concorrer na mesma no final de cada época e contamos com várias inovações por parte da Codemasters para tornar este modo o mais semelhante possível à realidade. Nomeadamente: ciclos dia/noite encontram-se presentes as quatro categorias que correm na prova, LMP1, LMP2, GT1 e GT2. Pedro Lamy, o piloto português que costuma marcar presença no Le Mans, também está disponível no jogo.
Imagem do Le Mans em Race Driver: GRID.
Esta prova no jogo é simplesmente fantástica.
GRID, verdade seja dita, não possui assim tantos veículos, tendo apenas 45 no total. Mas o facto de cada um ter as suas próprias características e de isso se sentir na condução faz com que cada um seja especial. E depois ainda temos as subdivisões dos próprios veículos em: Muscle Cars, Touring Cars, Carros tuning, Open Wheels, derby's e derby bangers.
Em GRID cada carro é especial e tem as suas próprias caractrísticas.
A inteligência artificial nem parece... artificial de tão boa que é. Os nossos adversários tentam sempre dar cabo de nós e atirar-nos para fora da pista.
Quando já estiverem fartos de jogar sozinhos, Race Driver: GRID tem à vossa disposição um modo online onde podem correr até 12 jogadores ao mesmo tempo. Neste modo podemos correr nos três territórios já referidos: América, Europa e Japão, cada um com os seus veículos, pistas e modos exclusivos. Para além disso, a Codemasters permite que os jogadores tentem bater os tempos da Global Leaderboard com a introdução do Ghost Car. A verdade é que os danos são um dos principais pontos de destaque positivo em GRID, mas há quem não goste. Por isso, no online estes poderão ser "desligados".
O som dos motores dos carros está bastante fiel à realidade e os festejos do público bem implementados. Falando da banda sonora, é bastante agradável e enquadra-se bem com o estilo de jogo.
Em gesto de conclusão, devo dizer que este é um jogo de corridas genial. Está tudo muito bem enquadrado e no conjunto fica quase perfeito, faltando limar algumas pequenas arestas. Este é, para mim, o melhor jogo de corridas arcade de sempre. E por isso mesmo, quero dar os meus parabéns à Codemasters por ter efectuado mais um excelente trabalho.
Nota final: 9/10 - Recomendado
Já agora, fiquem com o teaser que despertou o interesse de muitos por este jogo: