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Em funções na Atari, Phil Harrison, um dos rostos mais conhecidos da indústria dos jogos, não se coibiu de admitir que jogos tipo Alone in the Dark, privilegiando a estrutura single-player, têm os dias contados. Numa entrevista ao site britânico Eurogamer, e escusando-se a versar sobre o seu passado, sentiu-se mais receptivo quanto à sua visão global da indústria dos jogos. Nesse capítulo, o executivo britânico da Atari, explanou que os consumidores procuram géneros que envolvam um sentido de comunidade e partilha de experiências. (continua)
É por isso expectável que haja uma diminuição progressiva dos jogos sedimentados unicamente em experiências solitárias. "Alone in the Dark é uma brilhante aventura em single-player. Mas não estou a ver a indústria a produzir muitos mais do mesmo género".
Phil argumenta que não vê os jogadores dispostos a jogar algo que não tenha ligações à rede ou qualquer sentido de comunidade integrado nos jogos nem que seja pela via de conteúdos descarregáveis. "A indústria está a mudar e o papel que nos cabe enquanto editores e criadores, tem de reflectir essa mudança. E não creio estar só neste ponto de vista."
Não deixa de ser uma tendência reflectida e permanente, os jogadores que dizem certos jogos saber a pouco quando lhes falta uma componente on-line, de comunidade, como que se chegassem amputados ao mercado. Mas não sabe bem chegar ao fim de uma aventura épica e fascinante como Bioshock, Super Mario Galaxy ou God of War?
Sintam-se livres para discutir as questões lançadas pelo Harrison, afinal todos estamos integrados em comunidades aptas a partilhar conteúdos e experiências no game 3.0 que Harrison tanto defendeu na plataforma Home para a PS3.
Phil só leva um "L".
singleplayer morrer não morre. Há sempre jogos que têm melhor mecânica jogados a solo.