ANTEVISãO -- RACE DRIVER: GRID
11 de maio, 2008 08:30 PM por Luis Magalhães
A Codemasters tem um excelente portfolio no que toca aos jogos de corridas, tendo para muitos o Colin McRae: Dirt do ano passado sido um ponto alto para a série e para os jogos de rally em geral. Agora os "codies" trazem-nos Race Driver: Grid, um jogo que promete reformular as expectativas que temos em relação aos jogos de corridas em estrada.
Correndo no motor "EGO engine", que tão bom aspecto deu a Dirt, Grid teve o beneficio de um ano extra para aprimorar os visuais, e esse ano foi posto a bom uso. Apesar de só correr a 30 frames por segundo, as paisagens que o jogo apresenta são magnificas. Desde a poeira de um arranque ao reflectir da luz do sol num vidro, passando pelos neons nocturnos das grandes cidades, Grid faz de cada corrida um festim para os olhos. Os carros também estão minuciosamente modelados, apesar dos danos de colisão não estarem ainda bem representados na versão a que tivemos acesso.
Grid mete-nos na pele de um piloto mancebo, a construir a nossa carreira de evento para evento; na Europa, faremos isso através de competições em circuitos lendários como LeMans; nos Estados Unidos, serão circuitos improvisados em grandes cidades, como San Francisco ou Detroit; e no Japão, o nosso piloto estará a braços com eventos de drifting em Tokyo e outras cidades. O jogo centra-se na corrida, cingindo, em larga parte, a evolução da carreira da nossa personagem à nossa performance, e não a uma aproximação estilo role-play como jogos anteriores haviam tentado. Não que Grid não tente criar um mundo com vida própria; os nossos adversários sobem e descem no ranking consoante a sua performance, e muitas vezes estarão, virtualmente, a correr uma corrida no outro lado do mundo, enquanto nós competimos noutra.
A IA é claramente capaz no que toca à condução, mas também surpreendentemente humana. Não estamos perante os típicos autómatos que seguem um percurso pré-definido à risca; os nossos adversários têm estilos de condução e personalidades próprias, que entram em jogo na competição para ser o primeiro a passar a meta.
Não esperem é os fãs do tuning sair satisfeitos. Pelo que nos foi mostrado, a garagem não é ponto importante em
Grid; cada um dos 50 carros já está optimizado para a corrida em questão, não dando margem para afinamentos. Talvez alguns vejam isto como um detrimento, mas há que admirar a ferocidade com que
Grid adere à sua mantra de "a corrida é tudo". Até as paragens nas boxes foram eliminadas.
Grid promete ser diferente, e promete trazer consigo todas as qualidades que temos vindo a esperar dos estúdios da
Codemasters. É ousado, sem duvida, no seu redefinir daquilo que julga que um jogo de corridas deve ser -- mas afinal, muitas vezes é a ousadia que ganha corridas.