
Army of Two é um jogo que prometeu muito com imagens, vídeos e novas informações, enquanto estava a ser desenvolvido. O hype sobre ele foi elevado e constante. Enfim, coisas habituais no actual “mundo dos videojogos”.
No início, a primeira sensação que tive foi de que “a acção é muito lenta”. Muito mesmo. E se já tiverem jogado Call of Duty 4: Modern Warfare ou mesmo Warhawk, sabem perfeitamente do que estou a falar.
No que toca à jogabilidade deste título, o facto do botão para disparar, na versão Playstation 3, (versão testada) ser o R2, complica um pouco as coisas, isto é, se estiverem habituados a jogar outros First Person Shooter’s (FPS’s) na consola. Um dos maiores problemas neste ponto é a imprecisão do lançamento de granadas. Ou seja quando pegamos numa e apontamos para onde queremos que ela vá, o sistema em forma de setas é um pouco incerto, acabando por ser bastante impreciso. Contudo, acaba-se por jogar bem, e com o tempo, é fácil de se habituar. O facto da IA (inteligência artificial) do nosso companheiro não ser das melhores, dificulta um pouco as coisas. Falando num caso concreto, posso dizer-vos que existe uma missão em que podemos tirar a porta de um veículo e utilizá-la como escudo. Mas se o nosso companheiro não estiver connosco para diparar contra os inimigos, de nada servirá. E ele acaba por ser um pouco lento nesse ponto, dificultado assim, a morte dos inimigos e a passagem da respectiva missão. Por estas razões, não esperem uma boa jogabilidade, visto ser um dos pontos fracos do jogo, muito devido também à sua lentidão. Aconteceu-me várias vezes começar a disparar contra um inimigo e este ter tido tempo para fugir. Parece que as balas têm uma certa dificuldade em sair da arma, tornando-se assim, muito lentas.
O modo offline deste jogo acaba por confirmar tudo o que disse em cima a respeito da jogabilidade. O mesmo já não se pode dizer do modo online. Se jogarmos com alguém que tenha uma boa ligação acabamos por não ter muitos problemas. Joga-se muito bem, quer no Modo Versus (onde dá para jogar equipas de 2 jogadores contra outras equipas com o mesmo número), quer no modo Campanha em cooperação.
Caso joguem com alguém que tenha uma má ligação de rede, o lag e os slowdowns irão ter um efeito notório bastante grande. E não só. O mínimo toque na mira poderá levá-la para muito longe. Para um sítio onde o jogador não quer. Estes problemas acabam por influenciar o nosso interesse pelo jogo. Se virem que não têm ninguém conhecido on-line, acabam por não querer tocar no jogo. Caso contrário, o divertimento online não tem limites. Irão gostar deste ponto.
Mal acabam um jogo online voltam logo ao menu inicial do jogo. Isto acaba por se tornar frustrante. Nos modos online ganharemos dinheiro para comprar armas, ou simplesmente, melhorar as que já possuímos.
Caso joguem a dois na mesma consola, sentirão algumas dificuldades, pois é difícil de perceber o que se está a passar no ecrã.
No que ao som diz respeito, podem contar com uma boa música de fundo nos menus, mas nada de especial. No jogo “propriamente dito” o barulho das armas não está muito bem conseguido, ao contrário do das explosões. Os diálogos estão soberbos. A EA soube escolher que vozes encaixariam em cada personagem.
As cutscenes são muito pouco frequentes ao longo da história, para além de terem uma vertente gráfica melhor que o gameplay. Não fiquem com a ideia de que os gráficos do jogo estão maus. Não estão. Penso que não podem ser equiparados aos de jogos como Assassins Creed ou Uncharted, mas são perfeitamente aceitáveis nesta geração de consolas. As texturas deixam muito a desejar. Muito mesmo!
Army of Two tem uma duração igualmente aceitável. Um modo campanha relativamente curto e nos modos on-line tem que se ter alguma “delicadeza” na escolha dos adversários e do nosso companheiro, devido aos já referidos problemas.
Não existe qualquer diferença entre as duas personagens jogáveis, Rios e Salem, em termos de limitações ou opções exclusivas para uma delas. É claro que as duas personagens não são iguais, bem pelo contrário: aparência física e maneira de ser.
Em jeito de conclusão, só posso dizer que Army of Two é um jogo com alguma acção, muita diversão e pode-se tornar um pouco cansativo e secante, fartando rapidamente, se não for bem aproveitado. Se gostam de jogos para jogar aos pares, este é o vosso jogo.
7/10 - Recomendado