
Uma versão que veio por meios alternativos ao lado da versão europeia do Melee? Uma foto montagem das duas caixas? Não, nem uma nem outra meus amigos, é mesmo uma caixa verdadeira da versão japonesa do Super Smash Bros. Brawl para a Wii.
No passado dia 23 de Fevereiro, eu e mais outros jogadores deitámos finalmente as mãos nesta pérola e depois de várias horas de jogo e muitos combates, chego (chegámos por unanimidade) à conclusão que... É obrigatório ter este jogo no catálogo pessoal da Wii. Neste especial dividido em três partes, poderão ver fotos, videos e detalhes do jogo que esteve disponível na (já "extinta") loja WGamestore no sábado passado e pela madrugada fora, até o sol levantar alto, com uma maratona que nos prendeu por mais de 18 horas.
Uma nota antes de continuarem. Aviso desde já que não me foi possivel fazer este especial sem spoilers. Se quiserem continuar, cliquem na entrada expandida. Se não quiserem saber os segredos que este jogo tem... bem, sempre podem esperar (longa) saída do jogo.
Tenho de ser sincero num aspecto. Não sou e nem nunca fui um jogador assíduo da pequena série Super Smash. Tenho o Melee já há alguns anos e parte dos conteúdos desbloqueáveis do meu jogo foram feitos por outras pessoas que estão mais por dentro da onda. Sendo assim, este especial é baseado nos meus conhecimentos do Melee e das opiniões de outros jogadores que estiverem presentes, por isso, perdoem-me se esquecer ou se tiver enganado em certas partes.
Só mais uma pequena nota. Provavelmente poderão ouvir em alguns videos umas tiradas nada simpáticas (para ser mais directo, brejeirice aguda, espontânea), por isso, fica aqui o aviso da "bela" linguagem presente nos videos.
Feitas as contas, vamos então ao que realmente interessa. Mas antes de começar, que tal uma pequena introdução?
Super Smash Bros. Melee foi o jogo mais vendido na GameCube e um dos mais jogados na consola. Mas este Brawl começou com um estrondoso lançamento no Japão ao vender mais de 800 mil nos primeiros dias. Mas esta nova iteração será melhor que o Melee? Claro que isto dependerá de cada pessoa mas na minha opinião é sim, e muito. Há uma razão para escrever no título "um jogo de uma vida". Este jogo não tráz só um novo ar à série como é também uma celebração e uma representação do universo da Nintendo já que a companhia trouxe elementos de vários jogos do seu longo catálogo, sejam personagens, cenários baseados nesses jogos e até a banda sonora. E é "um jogo de uma vida" porque os seu conteúdo são enormes, ainda mais que o próprio Melee, que poderá levar muito tempo desbloqueando tudo.
Podemos encontrar 4 métodos de controlo, o wiimote na horizontal como um comando da NES, o wiimote mais o nunchuck, o classic controller e o comando da GameCube. Não pude experimentar o método do wiimote horizontal e do wiimote mais o nunchuck mas pelas impressões das pessoas que o experimentaram, não gostaram muito já que o seu formato diferencia bastante do controlo normal. É claro que isto é baseado por uma curta experiência nestes sistemas mas talvez com prática e um certo hábito poderá ser uma opção a tomar já que o sistema de controlos pode ser alterado no jogo. Infelizmente, não foi possivel testar com o classic controller já que não havia nenhum mas deverá ser similar ao da GameCube. Decidimos ir pelo método clássico que já estavamos habituados, através do comando da GameCube.
O motor Havok (Bioshock, Lost Planet, Assasin's Creed) permitiu aos criadores dar às próprias personagens e aos cenários mais detalhes que lhes atribuem mais vida e uma melhor interacção. É impressionante a quantidade de pequenos pormenores que podemos encontrar nos cenários.
Infelizmente, há um certo problema neste jogo. Por alguma razão estranha, existe um loading bastante longo em algumas partes e quanto mais jogávamos, notávamos que os loadings ficavam cada vez mais compridos. Não se sabe ao certo qual é o problema que permitia constantemente isto, se será da consola, e não me refiro à Wii em questão já que também aconteceu noutras, se será do próprio software ou se será do disco por ser dual-layer de 9GBs e a capacidade do laser ao ler este tipo de disco. Esperemos que isto seja resolvido quando sair a versão europeia.
O jogo segue o mesmo esquema e a mesma fórmula que o Melee mas tem alguns pormenores que lhe dão um outro ar. A jogabilidade está quase intacta do Melee, excepto alguns aspectos como a técnica wavedashing - uma habildade que permitia às personagens fazerem um air-dodging (evasão aérea) - que não está presente neste jogo. Talvez devido a alguns desses aspectos, alguns jogadores acharam que o jogo está ligeiramente mais lento, pelo menos nunca notei nisso, mas está sem dúvida mais competitivo.
Grande parte das personagens do jogo anterior regressam, alguns com novidades. Ao contrário do grupo anterior, os clones - as personagens que tinham os mesmo movimentos de outras -, foram reduzidas ao mínimo, ou seja, estes supostos clones levaram um novo redesign e passaram a ser personagens únicas com os seus próprios golpes com um ou outro golpe similar. Falco por exemplo, tem alguns golpes parecidos com o Fox mas em vez de cobrir à sua volta com o seu escudo que reflecte os poderes de outras personagens, golpe similar ao Fox, neste jogo ele lança-o contra os seus adversários.
Para além de várias personagens clássicas regressarem neste jogo, também temos novas entradas em que estão incluidos dois convidados especiais fora do universo da Nintendo. Falo de Solid Snake, da série Metal Gear da Konami e o muito desejado Sonic the Hedgehog da SEGA. Digo muito desejado porque há muito que é pedida a sua presença no jogo para um confronto épico entre o próprio e o Mario. Ambos já se encontraram no Mario & Sonic at The Olympics mas este será o seu derradeiro encontro.
Na maratona de Brawl, foi possivel desbloquear grande parte das personagens secretas e outras não secretas, das quais incluiram Marth, Snake, Luigi, Captain Falcon, Falco, Lucario, Sonic, Ness, Ganodorf e Robot (R.O.B.). Infelizmente, não foi possivel desbloquear todas já que isso requer tarefas em alguns modos e nenhum dos jogadores presentes sabia ler japonês. Mas nem todas as personagens são secretas já que algumas estão desbloqueadas no início como o Wario e o Pokémon Trainer.
Pit, Diddy Kong e Meta Knight tiveram uma boa entrada, cada um com o seu estilo de golpes.
Pokémon Trainer foi uma adição estranha ao inicio já que não é propriamente um lutador e sim um treinador de pokémons onde estes lutam por ele, mas ao longo do jogo verificou-se uma boa e interessante adição. O treinador localiza-se no fundo do cenário onde o vemos a dar ordens a um squirtle, ivysaur ou charizard - cada pokémon aparece no combate à escolha do jogador.
Pela entrada, Lucario veio substituir o MewTwo, o estilo de combate de ambos não difere muito. Não tenho muito para falar nele excepto que, pelo que joguei, parece ser melhor que o MewTwo. Aliás, foi com ele que consegui a minha única vitória na maratona...
Olimar & Pikmins é a entrada mais querida, um personagem digamos fofo que utiliza os pikmins como seus aliados e armas. Havia alturas em que ficava com pena dos próprios pikmins já que se "sacrificavam pela causa", ou seja, pela vitória do Olimar. Basicamente, Olimar retira os pikmins do chão e lança-os aos seus adversários, cada um com resultados diferentes. Eles normalmente conseguem sobreviver mas basta um erro e eles morrem. É claro que podemos sempre retirar mais do chão se alguns morrerem. E eles podem oferecer uma ajuda caso contrário Olimar é atirado para fora do cenário. Nada como um trabalho de equipa.
A entrada mais engraçada será o Wario. Uma das suas técnicas mais divertidas é quando solta gases intestinais (sendo mais específico, peidos) e para fazer isso, Wario precisa de comer tudo que aparece pela frente, incluíndo a sua mota.
A melhor entrada terá de ser entregue a Snake. Havia uma certa dúvida sobre a sua entrada mas não só conseguiu distinguir das outras personagens como ainda foi a mais utilizada na maratona e uma das mais desejadas desde que começamos a jogar. O que mais se destaca nele é a sua capacidade de cavar e plantar minas em qualquer parte do cenário. Algumas pequenas armadilhas com um pouco de humor à mistura.
E claro, não me posso esquecer do Sonic que é uma das personagens mais rápidas do grupo. Para terem uma noção da sua velocidade, se o meterem no cenário Big Blue do F-Zero Grand Prix, cenário que vem do Melee, e com um certo timing, poderão vê-lo a correr tão rápido e ao lado das naves do F-Zero.
Sonic foi das personagens mais esperadas para entrar no grupo para finalmente ter o seu verdadeiro confronto com Mario e não fica nada nada atrás da entrada do Snake. No quarto video dos disponiveis em baixo poderão ver o primeiro combate oficial entre as duas personagens que decorreu na maratona. Mas com pena minha, não me foi possivel gravar o combate todo devido a uma certa ironia do destino... por outras palavras, a bateria da máquina simplesmente acabou a poucos segundos do final. O resultado? Nem mesmo os deuses saberão.
King Dedede e o Robot (R.O.B.) foram os estreantes que menos impressionaram já que a primeira é uma personagem bastante lenta, aliás, pareceu-me ser uma das mais lentas do grupo, e a segunda que tem golpes limitados (o Mr. Game & Watch tem mais golpes no Melee) e a razão de estar apenas recordação. Apesar de ter sido escolhida por algumas vezes, a Samus como Zero Suit Samus também não impressionou muito... excepto o seu aspecto físico. Quanto ao Lucas, não é muito diferente de Ness.
Como referi antes, segundo a opinião de alguns jogadores, o jogo ficou ligeiramente mais lento e algumas personagens clássicas como o Bowser ou o Ganondorf ou até o Fox podem confirmar esse aspecto em que estão claramente mais lentas. Certos movimentos requerem uma pequena antecipação para as suas técnicas resultarem. Um passo em falso e perdemos vida ou o próprio combate.
Bem, acho que, para já e com a atenção às personagens chegamos ao fim da primeira parte deste especial. Não percam a segunda parte onde falarei nos items e nos cenários.
Porque nós também não!
-- Super Smash Bros. Brawl, um jogo de uma vida -- 2ª parte
-- Super Smash Bros. Brawl, um jogo de uma vida -- 3ª Parte