
Recordo-me perfeitamente desta Club Nintendo. Não recebi os dois números que viram na entrada inicial mas outros que tiveram tradução e circulação no nosso mercado. Foi depois de receber o meu Game Boy e ultrapassada aquela burocracia de ter que enviar pequenos registos para adesão a sócio do Club Nintendo, que fui recebendo os primeiros números da revista.
Infelizmente terei recebido apenas três ou quatro números gratuitos (nunca me justificaram porque deixei de a receber) juntamente com autocolantes e até uns posteres de apreciável dimensão. No meio de tantas arrumações acabei por perder alguns números desta pequena revista, mas ainda conservo religiosamente a capa do Aladino e outra que agora não me lembro.
A Club Nintendo não era uma revista muito grande. Limitada nas páginas e com poucas secções, era boa por informar tudo aquilo que era preciso e não abdicava de um certo sentido de família (o tal Famicom, do Nintendo Family Computer) quando pedia aos leitores que enviassem fotografias deles mesmos, com os seus jogos Nintendo preferidos, textos ao Mario e até poemas, simples e escritos por gente que hoje é seguramente pai e mãe de família.
O sentido de informação da Club Nintendo encaixava fora dos moldes preview e review.Os jogos que chegavam ao mercado eram descritos quase sempre pela composição dos níveis, como no scan seguinte
que aborda o tão especial Super Ghouls'n Ghosts, um dos jogos de plataformas mais viciantes de sempre e difícil q.b, embora não tão frenético como os Metal Slug da Neo Geo.
Quando Street Fighter IV é o jogo foco da Capcom (em produção) neste mês de Janeiro, por todo o simbolismo que lhe está associado, desde as personagens até à jogabilidade exigente e viciante que marcou gerações de jogadores, fica então ao vosso dispôr, para download, a Club Nintendo que apostou em Street Fighter II para capa. Blanca e Ryo são os lutadores de serviço. Descarreguem aqui.
A outra capa corresponde ao primeiro número da Club Nintendo francesa, datada de 1989 (fará 20 anos no próximo ano!) e ficou ilustrada com o Top Gun para a NES. Podem fazer o download da edição coleccionador a partir daqui.
Porque se trata de publicações que circularam em França contem com o respectivo idioma, embora seja de fácil compreensão por se tratar de um francês bastante acessível. Divirtam-se!
Eu vou tratar de digitalizar isso, só não sei como comunicar-vos quando tiver isso pronto...
Por acaso também tenho essa caderneta, mas faltam-me - literalmente - algumas páginas...até gostava de ver esse "Tesouro Nacional" completo! ;)
Ao Vítor Alexandre, obrigado pelos downloads! ;)
Aliás, haverá por aqui fanboys Nintendo? Encontrei a minha caderneta de cromos oficial Nintendo, editada pela Merlin - quem mais? Encontra-se quase completa. Se estiverem interessados numa possível digitalização integral da caderneta por favor digam e eu arranjo forma de disponibilizar esse "Tesouro Nacional" (risos).
Estou a pensar fazer um post no meu blog sobre isso, depois mando-te o URL e dou-te permissão para usares as imagens aqui. Obrigado pelo interesse.
Também temos revistas lançadas actualmente e que só duram 3 ou 4 números. Se calhar porque tinham um aspecto...retro. ;-)
@Bruno - se conseguires fazer uns scans da Bestial, com a capa, agradecemos que nos possas enviar para o endereço no correio dos leitores ou então para bravojohny_@msn.com. Outras capas que tenhas, de fanzines até, envia também.
Mega Force... também tenho uns poucos números dessa - bons tempos da SEGA em Portugal!
Joypad era fantástica mas essa ainda sobrevive em grande parte no grupo Gameblog.fr com muitos dos míticos colaboradores. Havia, ainda mais antiguinha, a Your Sinclair. Não esquecer as publicações em castelhano, Hobby Consolas, Todo Sega, Mega Sega e claro, a grande Super Juegos.
Agora lembrei-me de uma revista portuguesa sobre cinema, música e jogos de vídeo chamada REM (Revista de Entretenimento e Multimédia) que apenas teve 2 números. Mais um falhanço para juntar à lista, portanto!
A Mega Force nacional era bastante decente... boas imagens.
Mas os calhamaços franceses, apesar da barreira da língua, eram mais apetecíveis.
A videogame ainda cheguei a comprar o primeiro numero, a Bestial lembro-me de vê-la nas papelarias mas nunca me chamou muito a atenção. Naquela altura comprava mais a Joypad e a Computer and Videogames.
Era o género de revista que tinha muita publicidade, e onde as análises eram soluções para os jogos, isto é, traziam os mapas completos para saber como terminar os jogos. Ainda me recordo que uma trazia publicidade da TurboGrafx-16 o que me levou imediatamente a procurá-la. Outra grande revista que eu lia era a Videogame, do Brasil, que também tinha esse modelo de "soluções=análise".
Vou tentar fazer scans disso, pode ser que alguém esteja interessado: sei que a revista circulou nas papelarias aí por volta de 1992 ou 93, isto é, há cerca de 15 anos atrás. O tempo voa...
Nunca li a Bestial e na altura dela não soube que existia. Ainda era muito novo para pesquisar nos quiosques, sendo que essa foi uma altura de fanzines quando as pessoas recortavam notícias e colavam imagens. Seria útil ver mais dessa Bestial.
Ainda tenho algumas destas em português, até quem sabe a tradução dessa cuja capa vinha com alguns personagens do Street Fighter II. Alguém aqui se lembra de uma revista portuguesa chamada Bestial? Se não estou em erro só saíram quatro números antes da revista ser cancelada. Nunca encontrei até hoje ninguém que tivesse lido essa revista...
"Agora lembrei-me de uma revista portuguesa sobre cinema, música e jogos de vídeo chamada REM (Revista de Entretenimento e Multimédia) que apenas teve 2 números. Mais um falhanço para juntar à lista, portanto!"
Caro Bruno,
Fiquei muito satisfeito em saber que alguém se lembra dessa revista, na qual participei arduamente! Realmente sairam apenas 2 números. O terceiro chegou a ser feito e estava sem dúvida no bom caminho, com uma qualidade muitíssimo superior aos dois anteriores (que, convenhamos, houve coisas que foi uma desgraça!). Infelizmente as vendas não chegavam para cobrir os custos de produção e, sendo uma revista "caseira" sem ligações a grandes grupos, era impossível sustentar um prejuízo mensal de 25 mil Euros! Se tal fosse possível suster durante um ano, acredito que a revista poderia singrar, mas nas condições da altura era impossível.
Boas recordações a todos,
FM