

Quando se falam em rail shooters, é bastante óbvio que as pessoas se poêm logo a pensar em jogos como Virtua Cop, House of the Dead e Time Crisis, porque estas são as séries que marcaram o género e provaram que este iria envelhecer sempre bem tanto nas arcadas como nas consolas, pois o seu próposito é fazer com que o jogador se divirta sem que seja necessária uma história muito avançada e uma boa narrativa. Bom, costuma-se dizer que não se deve consertar algo que não está estragado, pois isso é que pode estragar o "algo", mas com Resident Evil: The Umbrella Chronicles a Capcom tentou melhorar este mítico género dos salões de arcada e os resultados que temos são tão bons que até me recordam daqueles bons e velhos tempos de quando os jogos eram apenas simples e divertidos.
Para os que não sabem, Umbrella Chronicles é uma cronologia dos eventos de Resident Evil 0, REbirth, 2 e 3, não só isto, como também nos explica o fim da Umbrella Corporation e vários cenários extra com eventos decorrentes dos outros jogos da saga que os fãs da série nunca tiveram oportunidade de presenciar. Podemos contar com o regresso de personagens como Billy Coen, Rebecca Chambers, Chris Redfield, Jill Valentine, Carlos Oliveira, Ada Wong, Hunk e o cruel antagonista da série que todos adoram (ou odeiam), Albert Wesker, todos eles como personagens jogáveis.

Então como é a jogabilidade? Tal como referi na introdução, Umbrella Chronicles foi uma tentativa de melhorar os rail shooters, portanto, podem contar com todos aqueles elementos de disparo que tornaram Time Crisis e Virtua Cop tão viciantes, o que o jogo traz de novo ao género é a inclusão de optar por escolher caminhos diferentes (quando a oportunidade é nos concedida), podemos observar o ambiente que nos rodeia usando o nunchuck, que é bastante útil para encontar objectos como ficheiros secretos, armas e objectos medicinais, para encontrar alguns dos caminhos que podemos escolher e desbloquear determinadas acções (como por exemplo, subir escadas), uma faca para combate corpo a corpo que torna-se indispensável para talhar os inimigos que ficam agarrados ao ecrâ (sanguessugas) e que tentem voar contra nós (abelhas e corvos) e ambientes destrutiveis dos quais nós podemos tirar vantagem para armadilhar os nossos oponentes ou para descobrir objectos que estejam escondidos, isto tudo pode nem parecer nada de especial, o que é verdade, mas o que é certo é que isto tudo combinado proporciona uma fonte de diversão muito mais ampla daquela que se pode presenciar num rail shooter comum, e nem sequer torna a jogabilidade complexa.
O jogo inclúi vários ficheiros secretos que podem ser apanhados durante o jogo (estes são semelhantes aos ficheiros que se podem encontrar/apanhar num jogo de Resident Evil comum) que explicam e nos detalham com várias informações sobre o universo Resident Evil (biografia de personagens, diários, perfis de inimigos, cartas, etc...), para além dos ficheiros, temos também objectos de colecionador que podem ser adquiridos através do cuprimento de certos requisitos, isto tudo garante vários regressos aos niveis do jogo dado que o jogador irá sentir (tal como eu) aquela veia de colecionador a zelar pela recolha de tudo aquilo que podemos obter e ficar como recordação. Os comandos podem desencorajar um bocado, mas são bastante acessiveis, eu pelo menos consegui mestra-los em apenas meia-hora, e falando de tempo, para o jogo que Umbrella Chronicles é podem contar com pelo menos umas belas 23 horas de jogo.

Tal como em Resident Evil 4, nós podemos também actualizar as nossas armas, com estrelas que podem ser adquiridas no final de cada nível dependendo da qualificação final do jogador (estas vão de S [o melhor] para C [o pior]), podem-se até repetir os niveis que já foram completados para ganhar mais estrelas.
Eu tenho que admitir que as qualidades sonoras do jogo não me surpreenderam muito, tem um voice-acting muito bom, os efeitos sonoros estão bem feitos e a banda sonora é bastante agradável mas não se encaixa bem no jogo, pois num jogo de Resident Evil, é suposto a banda sonora combinar bem com os locais que atravessamos para nos podermos sentir aterrorizados, ou seja, numa experiencia imersiva e atmosférica através da combinação destes dois elementos chave, mas apesar desse contratempo, o jogo consegue ser assustador em determinadas ocasiões.

Os gráficos estão muito bons, mas parecem em certas ocasiões inferiores em relação aos do Resident Evil 4, o que é uma pena visto que a Wii é capaz de fazer bem melhor, enfim, são realistas até um certo ponto e estão bem detalhados e isso foi o suficiente para satisfazer o apetite do meu olhar.
A minha grande queixa deste jogo são os head-shots (ou criticals, como o jogo os chama), para executar um critical, nós temos de atingir o inimigo no seu respectivo ponto fraco, o problema é que são extremamente dificeis de atingir (nos zombies por exemplo, temos de acertar na testa e não directamente na cabeça para os decapitarmos), isto torna-se bastante frustrante e é necessário acumularmos muitos criticals para obtermos uma excelente qualificação no final de um nível, o que faz com que obter um S como qualificação final seja uma tarefa quase impossivél.

Defeitos áparte, Resident Evil: The Umbrella Chronicles foi para mim não só uma experiência excelente e viciante como foi também mais uma prova de que a Capcom gosta muito dos fãs da série, mas o melhor disto tudo, é que eles melhoraram um género que eu sempre acariciei e isso fez-me recordar o quão bons os jogos de arcada e old-school ainda conseguem ser mesmo depois de tantos anos sem inovar nada ou muito, asseguro-vos meus amigos, isto não é um jogo que querem perder, é tanto bom para os fãs da série como para aqueles que desejam conheçê-la e excelente para jogar em conjunto com um amigo(a), namorada(o) ou até familiar. Isto não é só um dos melhores jogos que a Wii tem para oferecer, é também como ter uma máquina de arcada em casa.
9/10 -- Recomendado
Olimpo era um monte...
Não me digas que tu estás a comparar o teu site a um bom livro? O meu problema não é saber ler, o problema é conseguir estar acordado perante textos tão chatos. Duvido muito que alguém consiga lê-los do principio ao fim. Se calhar nem tu próprio consegues lê-los.
Olha desce à Terra um pouquinho e deixa de pensar que estás nos Céus do Olimpo. Respeita a humildade das pessoas que fazem parte deste site e torna-os como um exemplo para os teus futuros trabalhos.
Salsaparrilha: também deves ficar aborrecido quando começas a ler um livro, ou nem nunca tentaste? O facto de dizeres "consigo ler as análises até ao fim" demonstra que tens tantas dificuldades a ler como um doente com hiperplasia prostática em ir à casa de banho. Existem umas pulicações muito interessantes que se costumam dar às crianças na escola primária para despertar os seus hábitos de leitura: podiam revolucionar o teu mundo.
Já sei, escusas de responder: sou um pseudo-intelectual com manias de grandeza que pensa que é mais culto do que todos os outros. É a resposta mais antiga no livro de Pavlov ao condicionamento clássico que acabei de te dar... "ão, ão!" (risos).
Na verdade, e pondo de parte as nossas piadas e brincadeiras, eu achei o texto bem escrito e cuidado. Só debatia a questão da sua neutralidade e propus a justificação de este ser um site de amadores, daí não ser necessário vir aqui em busca de textos de referência: existem dezenas de sites profissionais e publicações para esse mesmo efeito. A opinião do Pedro Francisco é a de quem adorou o jogo. Quem sabe a sua perspectiva não irá motivar outros a buscar as emoções fortes do gatilho do WiiMote?
Nem aqui nem no teu site enfadonho oh Dieubussy. Aqui ao menos ainda consigo ler as análise até ao fim, no teu site fico a bocejar de aborrecimento.
ENE3 continuem o bom trabalho e não liguem a estes invejosos.
Eu tentei ser subtil a dizê-lo pois sei perfeitamente que é difícil ser-se objectivo, sobretudo num site amador. O que não exclui, porém, que se tenta fazer um mínimo esforço. Espero que não andes por estas bandas à procura de análises de referência, hein André? (risos)
Isso é o suficiente para ver que as notas aqui significam zero. É tudo subjectivo.
Visto que o jogo não inova, pelo contrário reproduz aquilo que já tem sido visto em dezenas de jogos até hoje - de Virtua Cop a Time Crysis, passando por Dead Aim - concluo que este seja um jogo dirigido à nova geração de jogadores, portanto é natural que alguns, como eu, o achem um déjà vu enfadonho.
Talvez o 9 traduza a máxima objectividade do autor.
@André Mendes - Desculpa mas esta nota é justa, se fosses tu a fazer esta análise, tu darias uma outra nota a este jogo de acordo com a tua perspectiva, bom, eu dei esta nota de acordo com a minha perspectiva, e eu vejo que o jogo é merecedor dela.
Pelas imagens os gráficos não parecem nada de especial, mas gostei bastante do vídeo.
BTW, o jogo tem multiplayer? Se sim, para quantos jogadores? Dá para jogar em simultâneo no mesmo ecrã ou é split screen?
Essa nota... por favor, agora já é esticar.
Obrigado por visitares o meu site. É óbvio que eu não vou classificar o meu próprio trabalho. Se achas que é assim tão enfadonho gostaria que me enviasses um e-mail a explicar onde e porquê. Obrigado.