

Yoichi Wada - presidente da Square-Enix - em declarações ao site GamesIndustry.biz, defende que o mercado de videojogos europeu tem um grande potencial para crescer, e, no futuro, a sua companhia tentará aumentar a sua influência no mesmo.
Esta foi uma decisão tornada necessária pelo declinio de vendas da companhia na sua terra natal - Japão - e exponencial aumento destas nos Estados Unidos e Europa. Nada de novo, diga-se, sendo a Capcom e a Sega dois exemplos de companhias que obtiveram sucesso aumentando a sua influência nos mercados "estrangeiros" especialmente em termos de aquisições de estúdios Europeus e Americanos.
Apesar de afirmar que a aquisição de outros estúdios não é o habitual modus operandi da companhia, Wada reconhece que é um panorama a considerar, caso a Square-Enix se queira ver no topo da indústria global de videojogos.
Será que é desta que deixamos de esperar mais de meio ano para ver os títulos da sua companhia no nosso mercado, senhor Wada?
Que comecem então a tratar os jogadores europeus com mais respeito, isto é: Lançamentos em datas coerentes e não "sete anos" depois de terem saido no Japão e EUA e boas conversões para o sistema pal.
Já não é a primeira vez que a Square, mesmo ainda enquanto Squaresoft, vem a público com este género de discurso. O mercado europeu para os jogos deste estúdio tem vindo a crescer desde os tempos da Playstation e no entanto ainda vimos jogos como Final Fantasy X - uma das piores conversões de formato de que há memória. Ultimamente creio que o mercado se expandiu e que temos tido acesso a jogos que seriam inimagináveis no contexto europeu há 10 anos. Positivo, sim. As maiores pressões advêm, contudo, não tanto dos apreciadores de jogos como dos amantes da cultura japonesa que importariam toda a nação se pudessem. E nesse aspecto não são tão melhores do que os japoneses tontos que gastam fortunas em acessórios de moda franceses e italianos.
Para quem teve de se esforçar tanto para importar jogos Final Fantasy (entre muitos outros) nos inícios dos anos 90 para a NES e SNES, isto hoje é um paraíso em plena terra. Mas reconheço que avalio a situação unilateralmente, isto é, em comparação com uma época de verdadeira secura em que cada conversão PAL de um jogo Squaresoft/Enix era uma intervenção divina - ou pelo menos eram celebradas como tal.