

Várias companhias hoje em dia evitam colocar certos temas nos seus jogos para impedir polémicas maiores, outras tentam capitalizá-las e depois há jogos como The Witcher. Um jogo que oferece uma das melhores experiências em RPGs tendo ao mesmo tempo conteúdos polémicos como drogas, álcool e sexo.
The Witcher é o primeiro videojogo baseado na obra literária de Andrzej Sapkowski, e desenvolvido pela estreante CD Projekt. Uma rápida espreitadela ao wiki da CD Projekt mostra que trabalharam nas traduções para polaco de clássicos títulos como Baldur's Gate ou Planescape: Torment e é provável que essa experiência tenha sido útil para depois desenvolverem The Witcher.
A história de The Witcher versa sobre Geralt de Rivia, que tal como todos os witchers é um mutante e tem como ofício caçar monstros. O jogo abre com uma breve introdução a um dos feitos mais famosos de Geralt, o purificamento da maldição de uma princesa, seguida por uma segunda que nos mostra o seu estado actual, meio-morto e amnésico. Após de ser salvo pelos seus colegas de profissão, Geralt rapidamente volta à aventura para cumprir uma missão importante. O jogador toma então o controlo de Geralt nesta aventura semi-linear.
O mundo de The Witcher apela muito por ser baseado num livro. O mundo já se encontra desenvolvido com uma culturas e histórias próprias que podem ser aprendidas pelo jogador. A história presente no jogo aproveita bem esse mundo lidando com temas diferentes do habitual no género, como o racismo.
Um aspecto da história que a CD Projekt quis (e conseguiu) realçar foi a ambivalência das escolhas de Geralt, raramente no decorrer do jogo haverá uma decisão onde as suas consequências sejam óbvias.
Por muito boa que uma história seja, no entanto, The Witcher continua a ser um videojogo e o resto das suas componentes precisam de ser competentes o suficiente para não a prejudicar. Felizmente a CD Projekt mesmo que inexperiente não desapontou.
Utilizando uma versão amplamente modificada do motor de Neverwinter Nights, que nesta altura já terá perto de seis anos, a CD Projekt mesmo assim conseguiu criar um jogo com excelentes visuais. Desde florestas místicas até cenários mais realistas, como cidades medievais degradadas, The Witcher tem um aspecto singular. Relativamente às personagens, falha por haver poucos modelos disponíveis, sendo até uma pequena aldeola habitada por várias personagens iguais; juntando a isso a mão cheia de animações repetidas pelas mesmas, desbotam o produto final. Durante os combates já é outra conversa, a CD Projekt aproveitou bem tecnologia de captura de movimentos conseguindo animações bem fluídas, especialmente para as coreografias de Geralt.
Mesmo com os problemas de personagens e animações repetidas, The Witcher é um jogo agradável de se ver.
O foco da jogabilidade de The Witcher está na organização dos combates. A maior parte do tempo o jogador estará a combater toda uma variedade de inimigos, desde zombies a simples humanos. Para suportar esta acção toda está o simples sistema de combate. Geralt tem à sua disposição três posições de ataque. Para tal basta clicar no rato e para continuar o ataque clicar novamente no momento certo. Além dos ataques normais também existem cinco feitiços, uns mais úteis que outros. Se parecer um sistema simples, é porque o é, é pouco mais do que uma festa de cliques como Diablo, embora mais imersivo, mas tal como o jogo da Blizzard é o suficiente para tanto divertir como distingui-lo entre tantos outros jogos. Tal como é a tradição nos RPGs existe também a hipótese de evoluir o herói, à medida que Geralt ganha níveis também ganha pontos, denominados por Talentos, que pode gastar em várias árvores de progressão.
Para além dos combates existe também a alquimia, onde com as receitas e ingredientes certos, vários tipos de poções podem ser criadas.
Na parte sonora, The Witcher volta a surpreender com temas musicais incríveis e originais. Todas as personagens e diálogos estão vocalizadas e o elenco de actores está acima da média. Um problema no entanto encontra-se na tradução do argumento. Existem algumas falas que não se enquadram bem com a situação e embora raras são frequentes o suficiente para se dar conta.
The Witcher pode fazer pouco para inovar mas isso não é um defeito, todas as componentes do jogo, mesmo com problemas menores, fazem uma das melhores experiências de RPG de sempre e a CD Projekt mostra que existe muito talento por descobrir neste Velho Continente.
Classificação: 9/10
Muito massa esse jogo..ja baixei..só falta joga
Li a crítica e achei estar muito dentro do que esperava de um texto sobre este jogo. Não te prendes demasiado à análise estrutural que tende a dissecar todos os aspectos do jogo. Fizeste uma descrição geral e mencionaste alguns aspectos importantes, nomeadamente da dimensão psicológica e sociológica do universo de jogo. Isso é de louvar.
Obrigado.
Ja to jogandu..ate achava que não iria roda na minha GF FX PCI EXPRES 7200..MAIS FOI DE BOA..jogo muito bem definido de graficos..muito loko esse jogo.."!!