
Bem vindos a mais uma edição do Relatividade. Nesta edição vou falar de muitas coisas que não interessam a ninguém. Brincando. Vou falar numa das razões pela qual gostamos de jogar.
Antes de mais, quero pedir desculpas a todos os visitantes pela minha ausência e por ter falhado a última edição do Relatividade. Infelizmente, a vida nem sempre segue sobre rodas, mas, como dizia a canção dos Queen, the show must go on.
Há alguns anos atrás, quando estava no 11º ano, tive de fazer um trabalho qualquer para Francês e, como não tinha paciência para procurar uma revista francesa qualquer, decidi usar um exemplar da Joypad - para quem não sabe, a Joypad é uma revista de videojogos francesa, na altura achava-a genial. Quando fui mostrar à professora o artigo que tinha escolhido, ela disse-me “Carla, não devia fugir à realidade, devia encarar a sua vida de frente.”
Fiquei espantada com aquela reacção. Para falar a verdade, tive vontade de mandá-la à merda. Mas calei-me e mudei de assunto.
Infelizmente, para muitas pessoas, os videojogos representam uma escapatória da realidade para mundos mais fáceis de compreender. Acho que compreendo isso: cada vez que vejo um telejornal, vejo um mundo difícil de entender. Especialmente nesta época do ano.
O que me leva à verdadeira questão. Porque jogo? Porquê gastar tempo e energia numa actividade aparentemente não pedagógica? Estarei mesmo a fugir da realidade?
Apesar de todas as coisas que me aconteceram ao longo da vida, boas e más, continuo a encarar os videojogos como um meio de entretenimento. Como um livro. Nada mais simples. Talvez podemos chamar a isto “brincar às realidades”, devido à pluralidade de realidades virtuais disponíveis. Num minuto podemos estar a derrotar o Boavista num campeonato, noutro minuto estamos a lutar contra o exército nazi. E noutro minuto estamos a resolver um mistério num bizarro orfanato, algures numa terra sombria.
É um disparate dizer que estamos a fugir à realidade. Sabemos que a vida é dura; cada pessoa tem a sua interpretação. Antigamente, uma pessoa que lesse demasiados livros seria facilmente considerada insana. Quando o telefone surgiu, acusaram a nova invenção de tornar as pessoas mais distantes. A mesma coisa com a televisão.
Portanto, jogo porque posso ser quem quiser. Posso salvar o mundo, ou condená-lo. Posso ganhar o Mundial de Futebol. E tudo por divertimento, sem me levar muito à séria. No entanto, na vida real, gosto de animais e tento ser simpática para toda a gente – talvez demasiado simpática, por vezes. Tenho consciência de que tudo irá mudar no momento em que me tornar mais independente, mas não há problema. Quero aproveitar a minha vida, e, com preferência, com uma boa televisão XXL na sala e as minhas estimadas consolas. E nada nos parará.
E vocês, porque jogam?
Boas festas a todos, um abençoado Natal, e se virem o gordo vestido de vermelho, digam-lhe que tenho a Mãe Natal amarrada no roupeiro e que quero uma Xbox 360 em troca dela.
Caro Bruno: para a sua informação, esta "filha ingrata", tendo a mãe doente, saiu e apanhou chuva para procurar filmes de comédia para passar uma tarde bem disposta com a sua mãe. Aproveito todos os momentos possíveis para estar na sua companhia.
Pode dizer o que quiser dos meus artigos, aceito que não sou um ser perfeito. Mas falar da minha família como se a conhecesse? Já agora, eu escrevi "Mãe Natal" e era uma piada. Nunca mencionei a minha mãe neste artigo e não percebo porque fala nela no seu comentário.
Mas que bela tentativa.
A PS3 está condenada a morte e a Wii destroí a indústria aos poucos. E os risos vêm de um qualquer Fanboy contra talvez a melhor consola das três, só porque existe interesse de alguém em adquirir? (não me estou a rir)
Facto. Ou se gosta um pouco e abraça esta indústria, ou se detesta.
Inspirando um pouco no J.R.R., só existem dois tipos... os que em 30 anos e até ao momento já jogaram "um" videojogo e continuam e os que nascem e certamente vão jogar, e os que estão do outro lado que nunca o irão.
"Burro velho, mais vale matá-lo que ensiná-lo."
Não devemos olhar para pessoas como a tua professora ou a tua mãe de lado. Eu compreendo perfeitamente que a geração anterior não compreenda os jogos de vídeo: também eles foram incompreendidos e condenados pelos seus pais e avós pelo seu gosto pelo Cinema ou rock'n'roll. E também nós olharemos com desconfiança para seja o que for que vier a seguir e que se torne especial para a geração dos nossos filhos. É um facto da vida, cíclico. Haverá sempre aquela altura da nossa vida em que teremos de dizer "no meu tempo"...
Com o nível de alienação e absentismo que os jogos geram muitas das vezes, não é de surpreender que os nossos familiares das anteriores gerações sintam que algo está errado. A maioria desses miúdos deviam passar menos tempo a jogar Warcraft, Counter Strike ou Pokémon e passar mais tempo cultivando-se ou respirando ar fresco, contemplando o céu e outras particularidades da natureza.
Recomendo o mesmo à Carla e a todos. Este Natal senta-te com a tua mãe à mesa e tenta conversar com ela, em vez de seres uma filha ingrata e a fechares no roupeiro, exigindo uma consola que se calhar se iria avariar passados 5 meses e na qual irias passar o tempo a carregar no RT para dar tiros. (risos)
Quando mostro um jogo de qualidade aos meus pais eles são os primeiros a demonstrar interesse. A qualidade vale por si mesma em qualquer lugar do mundo, nem que seja num meio tão estranho para eles como são os jogos de vídeo.
É um bom ponto de vista e sempre recorrente infelizmente, Carla. Não é a primeira vez, nem será a última que confrontados com uma geração que viveu aparte da evolução das arcadas e das consolas de jogos caseiros, olham ainda com escárnio e indifrença esta "Indústria", porque é conotada como uma diversão "supérflua" e nunca como algo que possa reforçar a cultura de uma pessoa. É esperar que o tempo faça das suas e que essa geração morra toda... e os intelectuais de segunda também, já agora.
Mulheres e jogos, uma relação difícil.
Quantidade de banalidades escritas e puff...está escrito um artigo de opinião!
Ahh o revisor deve ter ido passar o Natal com a família...
"Vou falar numa das razão".
Devias mesmo tê-la mandado a esse sítio...
Porque a vida real é chata, e nada como jogar num "pequeno mundo" não só de bem mais fácil controlo pela nossa parte (basta desligá-lo) como bemmais divertido.
Feliz Natal! v ^_^
Carla: Não o disse por mal. O meu comentário foi perfeitamente inofensivo. Ainda bem que fizeste algo interessante neste Natal. Eu não falei mal do teu artigo, pelo contrário. Entrei no tema e ofereci o meu ponto de vista! Li o fim na diagonal, daí me parecer ter lido algo que pelos vistos não estava lá. Erros meus, má fortuna, amor ardente... (risos para apaziguar).
André: Não sou Fanboy. Eu não acho que exista uma melhor das três e nem estou minimamente interessado em entrar nesse género de discussões. Se chamas a isto ser Fanboy fico sem termo para te chamar a ti que afirmas, sem rodeios, que a 360 é a melhor das consolas. Volto a dizer: nem que seja apenas por questões de fabrico, a 360 já perde em relação às outras consolas do mercado (PSP, GBA, GC e DS incluídas). Uma consola deve, à partida, funcionar correctamente e ter bom apoio técnico.
Deixa de aproveitar qualquer mínimo comentário negativo em relação à tua consola predilecta para a reforçares positivamente. Isso não vai funcionar, não comigo e muito menos aqui. Já vi demasiadas guerras infantis destas e nem quando era criança elas faziam sentido para mim.
Boas Festas para todos os que as celebram!