
Foi um jogo especial, mas traído pelas vendas, tal como está a suceder agora com No More Heroes, o recente trabalho do produtor japonês para a Nintendo Wii.
Mas até no manual de instruções se sente a especialidade de um produto concebido por Goichi Suda e Grasshopper.
Estava giro esse livrete do MGS, mas preferia um novo DVD de extras do género do Sons of Liberty ou do género do Substance.
E as capas? Ainda no outro dia andei a ver capas de jogos antigos na Your Sinclair, Videogame e outras revistas da época: eram fantásticas! Por vezes eram exageradas, kitsch ou demasiado simples, mas haviam verdadeiros artistas a fazer concept art para rechear as caixas: Roger Dean, meus senhores, nem é preciso ir mais longe!
Por acaso olho para o manual do meu Zelda de NES e já nem consigo tocar-lhe porque o lia tantas vezes na altura e desenhei tantas vezes a partir daquelas figuras que hoje só resta algo muito destituído. Nessa altura líamos os manuais porque os jogos não tinham poder suficiente para suplantar uns bons parágrafos de texto e umas páginas de artwork a cores. Hoje temos FMV e FMA.
Por falar nisto, vocês alguma vez usaram a secção de "Notas" de algum manual? Eu sempre achei isso patético e tinha imenso medo que isso tirasse o valor dos jogos: mal sabia eu! Era estranho... da mesma forma que é estranho escrever num livro.
O Killer 7 joguei até ao fim, foi um dos meus jogos do verão de 2005. A narrativa é que se me tornou complicada de seguir, com muitas derivações, possivelmente mais complicadas que a série Lost. Gostei bastante do final, é mesmo de ficares estarrecido e sobram muitas dúvidas para ficares a matutar. A música final também é fantástica.
Os manuais deviam ser melhor cuidados por vezes. Vejo ali o do Uncharted e é mesmo pobrezinho. Podiam ter junto alguma artwork e abordagens sobre a história e personagens. Nada. Geralmente isso passa para as edições especiais, mas não custava darem algo mais por vezes. Quando acabo de comprar um jogo e vou experimentá-lo na consola, fico ali algum tempo só a apalpar terreno, mas depois gosto de seguir as instruções, há sempre dicas pelo meio. E naqueles jogos mais antigos, anteriores à Mega DRive e SNES, os manuais estavam pejados de artwork possivelmente para ajudar o jogador a integrar-se no mundo virtual. Lembro-me assim do manual do Zelda para a NES.
@André - é verdade. No MGS2 há um fascículo em comic, com instruções e com traços do Shinkawa. Na altura foi de valor.
Johnny: Go (5) Ichi (1)
Hum... algo me diz que não jogaste o Killer 7 a fundo, baseado na tua descrição? Eu (também?) sou culpado: não tive paciência para o terminar, apesar de me dizerem muito frequentemente que fiquei a perder muito. Um dia lá voltarei.
É bem tempo de começarmos a ver melhores manuais, sejam em que formatos forem. Acho ridículo pagar um valor tão alto por determinados jogos e não ter direito, sequer, a algo tão essencial como um manual a cores e, mais do que tudo, uma lista completa dos créditos.
É certo que a maioria dos jogadores nunca chega a utilizar o manual. Mas noto que a indústria não tem propriamente evoluído em termos de packaging: cada vez vejo capas mais generalistas, manuais mais prosaicos e até as edições especiais são cada vez mais homogéneas. Para o jogador mais dedicado, abrir a caixa e ler o manual é um pequeno ritual que integra a experiência de adquirir um jogo.
Obrigado pelo post!
Bem... se me lembro bem, não é algo realmente, inédito.
A versão "standard"(non-platinum/substance) do Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty já trazia um pequeno Comic no manual a falar um pouco das instruções e mecânica de jogo, e o melhor é que estava ilustrado pelo Yoji Shinkawa(muito parecido ao recente MGS Digital Comic para a PSP).
E sim, um manual com uma entrada mais apelativa é necessário hoje em dia, não pode ser só aquela abordagem puramente informativa.
Essa parte da secção das notas causava-me a mesma inquietação, mas que me recorde, só num ou noutro jogo cheguei a anotar passwords que descobria à medida que jogava. Outro género de memorando nunca escrevi.