

Super Mario Galaxy constitui uma experiência diferente do habitual. Não são poucos os conceitos e inovações introduzidos neste título, mas tudo está perfeitamente integrado nos mais habituais elementos da série, quer das iterações a duas, quer a três dimensões.
A fasquia foi colocada bem alto. Não só por quem esperava pelo jogo, mas pela própria EAD Tokyo, que afirma ter tomado muita atenção às criticas que os fãs fizeram a Super Mario Sunshine (para Gamecube).
Convém perguntar, era o predecessor de Galaxy um mau jogo? Não, certamente. Ainda assim existia a sensação de que haviam pequenas falhas e que os melhores momentos do jogo se experimentavam quando o F.L.U.D. nos era retirado.
Como resolver esta questão se não voltando às origens?
Os controlos são os mesmos de Super Mario 64, para a Nintendo 64, prova singular que algumas coisas talvez não precisem de ser melhoradas; mas, quanto mais se avança neste jogo, mais pormenores se tornam aparentes, mais se vive a noção de que a equipa responsável pelo jogo planeou cuidadosamente todas as experiências que nos esperam e que este é um título que nada deve - ou tem que ver - aos seus antepassados.
Ficamos então com os saltos de Mario, os vários powerups, e a habilidade do jogador. Felizmente não é tudo. Outra grande inovação reside no conceito de “galáxia” – que pode conter um ou vários planetas. Tudo para suportar uma ideia simples, elementos esféricos dotados de gravidade própria, utilizados como componentes dos níveis. Algo que na prática quase que revoluciona o género (jogos de plataformas 3D).
A integração do wiimote também ocorre sem qualquer problema, servindo o comando de ponteiro a tempo inteiro, uma forma do jogador interagir directamente com este mundo. É uma interacção simultânea que, contribui bastante para a imersão do jogador naquilo que o jogo lhe apresenta. O wiimote empresta também as suas capacidades de sensor de movimentos nalguns momentos especificos, diversificando a experiência.
Não são poucos os níveis que existem com o único propósito de apresentar um puzzle ou um segmento bem definido. Não há, regra geral, lugar à exploração em si, cada “dome” (uma “dome” dá acesso a alguns níveis – denominados de galáxias) obedece a um padrão (explicado abaixo) que se perpetua, mas que nunca gera aborrecimento ou repetição.
Nas domes encontramos dois tipos diferentes de galáxia. Por um lado, galáxias com o único propósito de serem atravessadas uma vez para que se obtenha a estrela; por outro, galáxias maiores e mais complexas, regra geral compostas por vários planetas ou por uma grande superficie “plana” - ao jeito do que se vê em qualquer outro jogo de plataformas - e escondem algumas estrelas. Sejam de um género, sejam de outro, todas elas geram o incontestável sentimento de que foram planeadas ao pormenor, com a experiência do jogador em mente. Não é sequer raro ocorrerem transições subtis de 3D para jogabilidade 2D, devido a diferentes ângulos de câmara.
Câmara essa que está completamente fora do controlo do jogador (excepto em alguns níveis, mais amplos, onde pode ser acertada à vontade) e, verdade seja dita, a falta desse controlo não causa qualquer estranheza. Simplesmente funciona.
Talvez se tenha inspirado na música, que mistura vibrantes novas composições e excelentes remixes de antigos clássicos, estando sempre à altura daquilo que se passa no ecrã, entrando até, não poucas vezes, em uníssono com a acção, algo que é possivel devido à linearidade de algumas das estrelas a apanhar. Realmente um dos pontos altos de toda a experiência.
A história é inovadora, o Bowser raptou a princesa! Mas, convenhamos, este nunca mais foi que um simples mote para saltitar de local em local e culminar a progressão no jogo com acessas lutas, dentro da boa tradição dos jogos Mario. Sendo, portanto, com algum espanto e satisfação que se vêem ser introduzidos personagens com quem interagir, que estão presentes em vários níveis e que dão azo a situações cómicas ou simplesmente dão dicas sobre como proceder.
E se uma primeira impressão não desilude, é na ponta final, confrontado com desafios mais elaborados (e consequentemente mais difíceis) que Super Mario Galaxy simplesmente se valida, pela forma como consegue tanto, a partir de tão pouco.
10/10 - Recomendado
"Alguma música" é Orquestrada.
O jogo têm quase 30 faixas de temas, algum de som ambiente, mas só um terço deles é que é realmente orquestrado, mas isso não implica que se recorra a maus Samples midi, não... muito diferente do Twilight Princess.
Agora é música orquestrada.
Ora vê aqui:
http://www.ene3.com/archives/019021.html
E já agora:
http://www.youtube.com/watch?v=kb9Wy5X7WfI
ou:
www.youtube.com/watch?v=kb9Wy5X7WfI&feature=related
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Já não usam midi's??? xiiii, isso é mais do que suficiente ^_^
Thanks, vou já buscar a Wii.
Épa pelo que eu joguei este jogo é obrigatório. Qualquer pessoa pode pegar nele e jogar. É um jogo pensado tanto para os hardcore como para os mainstream. E é totalmente viciante.
Quando pensamos que já não há nada de novo somos impelidos para uma nova galáxia que nos surpreende, tanto a nivel de design como a nivel de jogabilidade.
Deve ser o jogo que utliza melhor as capacidades do wiimote, está simplesmente genial.
Destaco também a banda sonora, pra mim é a melhor de sempre num jogo Mario, até que enfim abandonaram os midis e colocaram som orquestrado.
10 em 10 merecido.
he pá, custa-me aceitar uma pontuação máxima em qualquer situação...
mas começo a pensar se este jogo não será uma óptima razão para comprar uma Wii.
Quantas horas de jogo para o acabar?
e a repetição? quais os motivos para repetir o jogo?
Que achas SOL?
10/10?? é mesmo assim tão bom?!?!?!?!?
Certo, parte da música é orquestrada, mas vão ser raros os temas verdadeiramente originais que vão encontrar neste jogo, dado que a maioria pertence a jogos anteriores... para quando um Mario com novos temas musicais?
Parece que na Nintendo ensaia-se uma inovação de cada vez.