
Tem sido um ano francamente profícuo em termos de jogos de automóveis que proporcionam uma experiência realista. Há Forza 2, um simulador por excelência, com uma miríade de corridas a disputar e, mais recentemente, PGR4, o último título da Bizarre Creations que torna a despertar o apetite pelas voltas estonteantes nos grandes centros urbanos, dispersas por vários pontos do planeta, onde superbikes e carros de apreciável cavalagem se perfilam na linha de partida. Num seguimento ainda realista, a par de Forza 2, chegou há não muito tempo Gran Turismo 5 Prologue para a PS3, por enquanto apenas sob forma de demonstração, e logo com uma visão interior arrepiante, exacerbando os cromados, manómetros, tal qual um carro acabado de sair do stand, com cheiro a cabedal novo.
Desde logo há um factor comum que une estes jogos, compridos, de longa duração. São pensados e criados para uma consola, sendo amadurecidos e aproveitados no conforto do lar, levando o tempo que for preciso. É essa a sua matriz. Jogos que requerem uma especial adaptação, treino e prática para chegar ao top dos pilotos mais rápidos. PGR4 talvez seja mais acessível e imediato, mas Forza 2, tal como Gran Turismo 5, conduzem-nos para o interior de uma boxe, despertando simultaneamente o Pedro Lamy e o engenheiro mecânico que existe em cada maluquinho por jogos de corridas.
Bem, mas qual a razão destes jogos numa análise de Sega Rally? Simples. Separar âmbitos. Géneros de jogos. E ao mesmo tempo considerar que nos próximos parágrafos, esta obra desenvolvida pelos estúdios da Sega no Reino Unido, tem de ser percebida à luz de um jogo arcada, com uma feição totalmente distinta.
Os jogos para máquinas de salão sempre tiveram duas características essenciais. Imediatismo e facilidade de adaptação. Por regra são também jogos de menor duração, curtos – mas intensos - pois não se justifica que alguém possa ocupar uma cabine por várias horas e dias numa perspectiva de progressão. Uma simples moeda é suficiente para proporcionar breves minutos de puro prazer entre gráficos coloridos e muitas vezes mecanismos de interacção que espicaçam a experiência.
Neste campo a Sega joga em casa e não lhe faltam créditos. Ao longo de muitos anos foi (e ainda é) detentora dos melhores jogos de salão. Jogos sonantes que deixaram marcas em várias gerações de jogadores. Ciente desse reconhecimento, a Sega foi capaz de desenvolver versões desses jogos de arcada para as plataformas domésticas. Assim aconteceu com Sega Rally, obra de Tetsuya Mizuguchi, lançada em 1995 para as máquinas de salão (AM5) e também para a estreante máquina caseira Sega Saturn (AM3). Foi o começo de uma série referência dos jogos de salão baseada nas viaturas que então disputavam o campeonato do mundo de ralis. Com apenas 3 percursos e 2 carros, Lancia Delta e Toyota Celica tornaram-se no centro das atenções. Não foi preciso mais para projectar um estilo de condução simples de adquirir e tão gratificante, ao ponto de se repetir a dose vezes sem conta.
Volvidos 12 anos, bastante mudou no cenário da produção. Tetsuya Mizuguchi lançou-se para a Q Entertainment, pelo meio chegaram dois títulos de qualidade totalmente distinta (Sega Rally 2 para os salões foi uma maravilha), e agora coube à Sega Racing Studio, sediada no Reino Unido, projectar, uma marca fundada a oriente. Alcançou o desiderato?
O primeiro contacto que tive com este Sega Rally, na versão completa, não podia ser melhor. O jogo está de volta às origens e logo aproveitando muito daquilo que a presente geração de consolas tem para oferecer. Entre grandes novidades e aspectos de programação que puxam este Sega Rally para os picos (como a deformação das pistas), o importante é que o coração, o âmago e a essência do projecto concebido por Mizuguchi está todo lá. Em poucas voltas sentir-se-ão totalmente moldados às exigências de condução. É de uma graciosidade notável deixar o carro deslizar ao longo de serpenteantes zonas de corrida.
De começo poderão sentir que o carro foge em demasia e tem alguma instabilidade, mas isso decorre sobretudo da fase de adaptação. Não levará muito mais que um périplo pelos tipos de percurso inscritos até perceberem que o segredo deste jogo reside fundamentalmente na aceleração, desaceleração e colocação do carro em curva, não sendo de menor importância a preparação do carro para zonas mais estreitas. A aquisição deste esquema é de uma relevância total para o aproveitamento deste jogo e sem ignorar que aqui vingam algumas das regras que ditam a condução dos carros verdadeiros do WRC. Não é por acaso que os produtores do primeiro Colin McRae Rally (PSX e PC) consideraram decisiva a influência de Sega Rally Championship. O jogo estava dotado dos elementos essenciais.
Para uma experiência mais realista a base de suporte e desenvolvimento estava encontrada. E voltou a ser novamente requisitada para recuperar a franchise através de um departamento de produção da Sega sediado no Reino Unido. Vejamos bem. Os britânicos adoram os desportos motorizados, fazendo corridas de todo o tipo. Esta envolvência e conhecimento directo do desporto é essencial para fazer progredir a série. PGR4 foi produzido no Reino Unido e a série Colin McRae tem a mesma origem. Resulta assim nítido que os fabricantes ingleses de jogos, em virtude do contacto próximo e fácil que têm com o verdadeiro terreno, acrescentam aspectos determinantes nas suas criações.
E se o primeiro Sega Rally teve como elemento polarizador o automóvel, esta versão 2007 tem na pista o elemento adicional. Os carros conhecem as pistas, abrem rasgos no asfalto, tão fundos que por vezes a máquina ressalta quando descreve uma curva em slide mais depressa que o normal. Nos segmentos de terra batida os carros mais à frente levantam uma nuvem de pó compacta. O campo de visão estreita-se e a dificuldade é maior. Quando as viaturas atingem superfícies pantanosas, pedaços de terra projectados no ar. Mais que uma outra franchise, este Sega Rally é que bem poderia ser rubricado como Dirt. Em secções envoltas em lama é fantástico ver a sujidade agarrar-se às laterais e aos pára-choques dos carros. Se de seguida passarem pela água o carro vai ficar mais limpinho, mas só por curtos períodos. E fantástico que é atravessar as pistas com neve, os frios circuitos de Alpine. Lá os carros atiram ao ar os flocos de neve, um manto homogéneo projectado pelas rodas motrizes e, além disso, esta vai-se acumulando nas embaladeiras e na parte traseira do automóvel contribuindo com belos efeitos visuais.
A pista é cabeça de cartaz neste jogo. Em Motorstorm é um elemento igualmente explorado, pelos efeitos na condução das diferentes superfícies, mas a deformação é mais realista neste Sega Rally. Os rasgos provocados pelas consecutivas passagens na especial permanecem de volta para volta, e isso acontece não só com as valas causadas pelo carro que conduzimos, mas também pelos carros adversários. Lá para a terceira passagem, com as zonas de trajectória totalmente riscadas, o carro treme completamente e fazer as curvas rápidas em power slide pode ser um quebra cabeças para evitar abrandamentos. Em virtude do rumble instalado no comando da Xbox 360 a sensação de feedback é enorme.
Os jogos arcada da Sega sempre deixaram uma marca sui generis em relação aos ambientes de jogo (lembrem Daytona USA, Outrun ou até Sega Touring Car). As paisagens e fundos escolhidos tendem a ser radicais. Os sítios são exóticos, diversificados e extremamente coloridos. Como tal, vão encontrar 16 pistas deformáveis dispersas por ambientes como Safari, Canyon, Tropical, Alpine, Artic e mais outra secção mítica a desbloquear lá para o final do jogo, que vos dará muita nostalgia. Cada ambiente tem, como o nome indica, uma especialidade geográfica, mas o melhor aspecto é a magia da cor e densidade com que são pintadas as pistas. Muito vivas, com efeitos de luzes abissais, e plenas de objectos bem desenhados que prendem a atenção do olho.
Há uma grande animação dada pelo público, mas também pelos elementos que preenchem o cenário e o ornamentam. Além disso estão de volta os helicópteros e aviões que fazem vôos rasantes à passagem dos bólides de rali. É algo único e como tal vão passar a primeira hora de jogo em constante surpresa. Pista atrás de pista há sempre algo para descobrir, embora para mim as secções em asfalto não estejam concebidas com o mesmo nível de paixão como as secções de terra, lama e neve. Sem o efeito tracção numa superfície deformável a secção fica mais insípida e até banal, mas felizmente a equipa de produção soube dar em maior número as melhores superfícies e aposto que vão adorar as corridas na neve. Na primeira volta e com o manto branco totalmente virgem é de um realismo abissal soltar o carro em power slide e vê-lo abrir sulcos até chegar à terra situada por baixo. Quando descem até aos lagos congelados, depois de sacudirem o manto, vão encontrar uma pista de gelo exigindo uma condução milimetricamente perfeita, quase artística, para não chocar contra os bancos de neve.
Atrás, disse que os jogos arcada se pautam pelo imediatismo. O interesse é mergulhar imediatamente o jogador no centro da acção. Aqui, vigora o mesmo princípio. Basta seleccionar um carro, escolher o género de pneus e suspensão que queremos e já está tudo pronto para a corrida. Não há mais opções para além da caixa de velocidades manual ou automática. Contudo, ponderem bem a escolha dos pneus. Regra geral as superfícies de asfalto requerem suspensão rígida e menos flexível com pneus de alto perfil. Se o rali decorrer em superfícies de terra, neve ou lama o melhor é a opção que fornece suspensão mais alta e ajustada para ganhar tracção suplementar à saída das curvas, mas terão menor velocidade de ponta. Com tempo aperceber-se-ão que a escolha de um set up é decisiva para ganhar corridas, mas neste aspecto o ajuste de componentes mecânicas é mesmo minimalista.
Os carros, aos montes, encontram-se divididos por três grandes categorias; os carros de duas rodas motrizes (2WD), os de quatro rodas motrizes ou WRC (4WD) e os grandes clássicos (muitos da década de oitenta), tendo cada um comportamentos e exigências de condução bem distintas. Os WRC são mais potentes que os 2WD e isso é o que basta para fazer atravessadelas com mais facilidade – de sorriso na boca -, saindo também mais depressa das curvas. É o caso dos poderosos Subaru Impreza WRX STi, Mitsubishi Lancer EVO IX, Citroen Xsara Rallycross, Skoda Fabia Rally Car, Ford Focus RS Rally Car e Peugeot 206 WRC, entre outros a desbloquear. Os carros 2WD debitam menos potencia, mas roncam de uma forma muito familiar para quem assiste habitualmente às corridas da TV. É-lhes porém mais difícil ganhar tracção na saída de ganchos e tendem a fugir muito de frente, o que obriga a um estilo de condução totalmente distinto do anterior. Vão encontrar carros como, Skoda Octavia Kit Car, VW Golf GTi, Citroen C2 Super 1600, Toyota Celica VVTi, Grande Punto Rally, Peugeot 207 Super 2000,... Por fim podem contar com a categoria dos clássicos, os carros mais rápidos do jogo, tratados de potência e autênticos monstros do velho, saudoso mas perigoso Grupo A. À cabeça terão logo as duas meninas dos olhos de Sega Rally Championship mais: Ford Escort RS Cosworth, Audi Quattro A2, Peugeot 205 T16 Evolution 2 (do Ari Vatanen), Lancia Stratos, entre outros, nesta categoria Masters.
Mais. A equipa de produção inseriu uma série de viaturas a desbloquear à medida que singram no campeonato. Vão acumular carros de uma forma abissal que podem depois ser utilizados para competir nas corridas em rede, com amigos ou até nas quick races. Nota-se também que os carros de uma mesma categoria têm comportamentos ligeiramente distintos, mas há mais neste efeito esforço e recompensa. Cada viatura tem um contador de quilómetros e a partir do momento que atingem uma certa distância desbloqueiam uma pintura extra para o carro. É encorajador e a certa altura estarão a fazer uso de todos os carros só para ganhar uma nova roupagem.
Os carros apresentam um nível de detalhe muito interessante e há pormenores de relevo como o piloto que é visto a engrenar as mudanças a partir do vidro traseiro. As pinturas roçam a perfeição, com os decalques dos patrocínios muito vivos, tornando muito apelativo o conjunto em termos gráficos. Vocês praticamente sentem que podem tocar naqueles objectos tal é a consistência empregue. Bem se pode baptizar este jogo como o Sega Rally da geração HD. Ele revela-se em todo o esplendor nos 1080p. Não contem é com estragos nas viaturas. Podem bater as vezes que precisarem até aprenderem a dominar os carros, mas não haverá chapa amolgada, vidros partidos e destroços acumulados pela especial. O espírito do jogo, tal como outros episódios da série, passa por proporcionar uma condução agradável e estimulante, com vontade de repetição permanente, sem que adversidades decorrentes da deformação do veículo ditem o atraso constante para os pilotos da frente.
A sensação de velocidade é excelente. É outro factor positivo neste jogo e se fizerem uma ronda pelos diversos ângulos de visão (capôt, pára-choques, e perseguição) não vão encontrar quebras ou abrandamentos. Por vezes ocorre algum pop-up, ocasional screen tearing mas sem pôr em causa a boa fluidez do jogo.
No que respeita aos patamares de competição e progressão, o modo a solo mais importante e que vos levará a gastar mais tempo é o campeonato. Através de uma interface de acesso tipo slides, minimalista, poderão ainda aceder às vulgares corridas rápidas (escolher uma pista e um carro), time attack, multiplayer com outro amigo e jogos em rede.
O modo campeonato é o prato forte do jogo e relega-nos para uma dificuldade progressiva através de corridas organizadas em secções para pilotos amadores, profissionais e por fim, os masters. Em cada rali são atribuídos pontos desde o primeiro até ao sexto classificado. À medida que vamos acumulando pontos temos mais hipóteses de aceder a campeonatos superiores. Este esquema do campeonato é aplicado para cada categoria de carros. No final, quatro a cinco horas serão suficientes para completar o campeonato e sagrar-se campeão, mas com os carros desbloqueáveis e pinturas extra terão mais tempo de jogo se aproveitarem o time attack e, especialmente, as corridas online, sempre muito apetecíveis e sem lag para mostrarmos ao mundo os nossos dotes de condução rápida.
Como não podia deixar de ser está de volta o co-piloto de sempre, sem rosto, mas com uma voz de tom entranhado. Dele já ouvimos vezes sem conta easy right, medium left, turn around game over yeahhhh e mais uma vez é com estas indicações que podem ser antecipadas algumas reacções. O saudosistas sentir-se-ão em casa. Porém os temas musicais cansam ao fim de algum tempo, mas se tiverem a versão 360 sempre podem escolher musicas que tenham no vosso disco ou então desligar a opção e assumir integral concentração para atingir o primeiro lugar.
Porque no final é este o cerne do jogo. Cada rali e cada corrida a disputar não causam esforço secante, nem constituem uma forma enviesada para alargar a longevidade do jogo. Antes funcionam como momentos sucintos, em doses adequadas, de puro prazer videojogável, numa tentativa de aperfeiçoar as passagens, melhorar os tempos, alcançar o primeiro lugar e alimentar a sede de mais e mais corridas. Tudo dentro de um pacote visual alucinante. E não duvidem, a inteligência artificial para aqui gizada revela-se de uma firmeza tal que bastam duas curvas feitas algo por fora para perdermos o contacto com o comboio ou a liderança. Mas, ao contrário de muitos jogos de automóveis, que são deveras severos e não perdoam falhas, neste Sega Rally nada fica perdido de vez e em pouco tempo conseguimos retomar o encalço da poeira. E nessa notável recuperação está uma admirável sensação de domínio e controlo do veículo, pelo que temos sempre margem para a cada volta arriscar mais, andar depressa, garantir que desta tem mesmo de ser, agarrar com mais força o comando da consola, abrir a boca, suster a respiração e deixar de pestanejar por momentos. Vezes sem conta.
A Sega Racing Studio tem o inegável mérito de ter recuperado Sega Rally para o século XXI. Acrescentou-lhe uma vertente realista pela condução depurada, enquanto exerceu paralelamente uma mudança drástica com a deformação das especiais, mas sem perder a acessibilidade, em grande parte factor de identidade da série. Sega Rally é um jogo next-gen não integralmente realista, mas um título estilizado e alargado na causa que lhe deu forma.
9/10 (Recomendado)
De nada. Ao menos levaste a bem, uma reacção rara por estas bandas.
Como já tinha escrito em jeito de comentário no Play More Games, achei fantástico o teu entusiasmo pelo jogo e a forma como o equiparas, de igual para igual, aos grandes títulos de corridas de hoje - de longe mais celebrizados que este SEGA RALLY.
Efectivamente tens razão. Foi lapso. Obrigado pela nota.
"SEGA RALLY - XBOX 360 VERSãO TESTADA (PS3, PS2, PSP, PC)"
Não sabia que o jogo também tinha sido lançado para a PS2...
Acho que é um bom jogo, entre o bom e muito bom. Aliás este ano, em termos de jogos de carros, tem sido pleno. Forza 2 que ainda jogo e PGR4 com o aspecto da cidade como centro do jogo e a entrada das motos.
De início não estava a pensar comprar o Sega Rally, mas como ganhei uma cópia num torneio tive a possibilidade de o jogar a fundo e foi uma grande supresa, melhorando a olhos vistos cada vez que jogava mais.
Conheço bem a série, ofereceram-me a Sega Saturn precisamente com o SEga Rally e fiquei fã naquela altura. Cheguei a jogar mais nas cabines, especialmente no Sega Rally 2 que estava perfeito (a versão Dreamcast está fraquinha) e dá uma grande sensação de conduzir um carro de rali de forma acessível. É o que acontece com este da Sega UK. Pessoas que habitualmente não jogam títulos de automóveis como Forza e GT têm aqui um jogo de muita acessibilidade, sem ser muito exigente em termos de voltas. Cada corrida tem sempre 3 voltas em circuito fechado e só dá vantagens para conhecer o percurso e melhorar o estilo de condução;depurá-lo para os que ainda querem ser mais rápidos. É claramente, a meu ver, um jogo entre oito e nove, mas optei por dar o nove como forma de premiar o excelente trabalho da equipa de produção que percebeu a necessidade de encontrar algo mais para renovar e refrescar o Sega Rally. A deformação das pistas, acessibilidade e a condução com total domínio sobre o automóvel são aspectos decisivos e que asseguram a passagem de um jogo médio/bom para bom/muito bom. Vejam o Colin Dirt. A mim desiludiu-me bastante (para mim Colin 1 e 2 continuam os melhores da série) e mesmo que Motorstorm esteja com aspectos interessantes este Sega Rally tem mais conteúdo, coração e não só um arranjo visual para deixar boqueabertos os consumidores (embora Motorstorm seja muito sólido e um bom título de lançamento da PS3).
Adorava que esta equipa da Sega UK pegasse no Daytona e Outrun. Ui ui ;)