JOGOS & JOGUINHOS - A EPOPEIA
17 de novembro, 2007 01:41 PM por André Pereira
As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram
Mas que maneira mais original de começar uma crónica de videojogos!
Gostaram?
Quem adivinhar de quem é este soneto habilita-se ao sorteio do jogo dos Lusíadas para a Wii, um jogo onde por entre entenpérides, batalhas ferozes contra canibais e ninfas, temos como objectivo salvar o manuscrito e entregar a El-Rei. Isto até que podia ser uma excelente premissa cinematográfica, até porque temos epicidade ao nivel Tolkiano q.b.
Começando com uma longa e dura viagem por mares inóspitos flanqueados por gigantes de espuma e ameaçados pela fúria de Deus, apenas guiados pelo grande dos mares, Vasco da Gama em pessoa, navegando o seu barco como o herói de túnica verde, projectado aos céus pelas enormes vagas.
Foi um inicio duro? Mas o pior está para vir, afinem as vossas habilidades de esgrima, tapem o olho não vá ele ser vazado pela flecha do Deus da Guerra. Fujam! Corram! Não olham para trás, aves de mau presságio correm atrás de vocês, pesadelos do passado vão vos assombrar, ao cume de Dante vão descer, e nos nove circulos do inferno perecer.
Oh fiel jogador, porque jogas tu?
A alma da tua persona desaparece
nesta prosa heróica que é a vida.
Despertai, ouvi a minha prece
para esta missão ainda não comprida!
Melhor que jogar, somente imaginar e para imaginar nada melhor que ler e se um dia se depararem com um livro, repararão em milhares de fontes de onde tantos jogos foram beber. Devil May Cry, Assassin's Creed, Zelda, são algumas das epopeias que me surgem na mente. Pousem os comandos bravos jogadores e troquem-nos por uma capa de couro, imaginem-se no lugar das personagens a viver as mais fantásticas aventuras, não se hão-de arrepender e se por acaso sentirem-se entusiasmados peguem na vossa espada de tinta e transponham para o papel o que vos vai na alma e quem sabe um dia não terão a chance de fazer o vosso próprio jogo!
Esta semana vou mostrar como uma má tradução pode tornar um jogo épico numa risada pegada, ver para crer ou crer para ver!
De resto meus amigos, bom fim de semana e até ao próximo Sábado!
Cliquem na imagem para ler mais e sim, o segundo poema é da minha autoria, tem direitos de autor, portanto se querem impressionar alguma moça jogadora, têm de falar comigo!