
De regresso ao vosso convívio, resolvi hoje deixar o Lynch na companhia de Kane e relatar-vos a minha maior aventura da semana, o dia em que estabeleci uma relação com uma tribo de canibais que vivem isolados numa ilhota de areia no meio do rio Tejo.
Ora tudo começa com um convite para um evento promovido pela poderosa EA e onde gentilmente me pediram para revelar o tamanho da minha pata... 45 minha senhora! Do outro lado apenas se ouvia “Ó meu Deus! Ó meu Deus!” e sem saber como acalmar a menina, lá me despedi com um “então até amanhã!”.
No dia seguinte pelas 14 horas lá me apresentei na zona combinada e rapidamente fui apresentado a um lindo par de galochas tamanho 45, que sorriram para mim e sussurrando me disseram “vamos ser o teu próximo pesadelo!”.

Calçadas as galochas, fui conduzido para o interior de uma lancha de borracha conduzida por um louco altamente depressivo que pensava que cada onda tinha a cara do ministro das Finanças e que teimava que lá ao fundo iriamos encontrar o Kutaragi e o Peter Moore numa sessão tórrida de beijos escaldantes. Tá bem louco... nós vamos mesmo acreditar que aqueles dois estão em Portugal!
Chegados a uma ilhota no meio do rio Tejo, fui literalmente depositado na areia com um papel na mão que dizia “Estás lixado meu, vais ser comido por canibais, levanta esse rabo e começa a correr...”. Com galochas tamanho 45 a minha única acção possivel era arrastar o meu rabo gigante, com as duas mãos a protegê-lo.
Decidido a ficar vivo, arrependi-me de estar a escrever este horrível texto e ainda pensei em regressar ao Lynch e às suas aventuras nas ruas de Lisboa e no momento em que estava a decidir, eis que Kutaragi aparece e abrindo os seus braços gritou “Viva a PlayStation 3!”. Atrás dele estava um grupo de canibais que logo procuraram afogar o japonês nas águas vitaminadas do rio Tejo, gritando... estás lixado porque somos todos fanboys da Xbox 360!
Mas eis que um dos mais rechonchudos se vira para mim e grita “Me Jane tu Tarzan...”, isto vai correr mal, disse cá para mim. Primeiro houve um erro de casting, tinham que contractar um tipo gordo mais feio do que eu e depois com ideias esquisitas. Rapidamente escrevi a palavra SOS, acendi uma fogueira e fabriquei uma lança pontiaguda para me defender.

O meu próximo passo foi executar o Waka, famoso grito de guerra da selecção da Nova Zelândia, mas adaptado à minha pessoa. Arrematei com um forte toma lá e gritei “Se o Sócrates te descobre, vai-te exigir o IRS e o IRC e vais para o desemprego... meu!”.
Só falta colocar aqui os nomes do Reggie e o Kojima, o primeiro ainda anda a chuchar o dedo revestido com a cabeça do Mario e o segundo anda a coçar a cabeça, depois de não compreender porque razão é que teve de adiar o MGS4... o Moore, não se quis meter e como não conseguiu descobrir onde ficava Portugal no mapa do Norte de África, deixou-se ficar no seu novo local de trabalho.
Restava-me então salvar o Kutaragi das águas super-vitaminadas do rio Tejo e das garras dos canibais e definir um plano de fuga. A minha primeira acção não correu nada bem... o japonês perguntou se eu era um dos 92% possuidores de uma PlayStation e em vez de o agarrar, apeteceu-me ajudar os canibais a afogá-lo e gritei para ele... Pergunta errada meu!
Depois e em acto de desespero gritei “Sócrates!!! Prometo que me vou portar bem, ser um cidadão exemplar, gritar Porra a toda a hora, como fizestes naquela noite junto a todos os representantes europeus!”.
Até porque Porra pá é lindo e passou a ser fino entrar numa festa de alta sociedade de gritar “Porra pá”. Feito isto, os canibais afastaram-se e eis que no horizonte era possivel ver o louco depressivo e a sua lancha voadora a gritar “Eu vi a Luz”, ao que eu respondi “Eu sou a Luz tire-me daqui. Porra!”.
Conclusão da história: se foram convidados para um evento no meio do rio Tejo, tenham o cuidado de verificarem o vosso boletim de vacinas, tentem calçar umas galochas confortáveis e pneumáticas, arranjem uma moto-quatro e umas roupas à prova de água poluente e por favor... nunca, mas nunca na vossa vida entrem num barco conduzido por um louco porque vão ficar com o rabo e as costas todas doridas.
Nota: Os nomes dados a certas personagens desta história não são verdadeiros... são fruto da louca imaginação deste vosso escriba e juramos que Kutaragi não esteve em Portugal e nunca tomou banho nas águas do rio Tejo.