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Quem tenha andado atento à situação da consola portátil da Sony estará certamente ciente que não foram poucas as franchises transladadas da consola caseira para a PlayStation Portable, com variáveis graus de sucesso. Uma queixa habitual reside na falta de um segundo manípulo com o qual controlar a câmara ou permitir um maior leque de opções de controlo.
Convenhamos, o avançar dos tempos não tem necessariamente aumentado a dificuldade dos jogos (alguns argumentarão que a tendência é contrária) mas certamente contribuiu com esquemas de controlo cada vez mais intricados.
Uma das características distintivas em God of War é a forma como o controlo da câmara é colocado completamente fora da posse do jogador. Estivesse este automatismo reduzido a simples pontos fixos correctamente delineados ao longo do progresso no jogo e muito se perderia. Planos dignos de um bom filme de acção, zooms súbitos, tudo contribui para intensificar uma experiência que vive da violência e do gozo por ela gerado.
Felizmente, tanto quanto a demo nos permite avaliar, o controlo exímio da câmara continua presente, e, através da inteligente utlilização das diferentes combinações dos “botões de ombro” (L, R e L+R) juntamente com os restantes botões, todas as habilidades de Kratos estão, intuitivamente, disponíveis, desde a magia (que apenas tinha uma representante nesta demo) à essencial habilidade de rebolar.
Sabendo que tanto a câmara como o esquema de controlo cumprem a sua função, resta apenas sublinhar que a jogabilidade é similar, se não igual, à dos títulos antigos e que despedaçar inimigos continua tão satisfatório como sempre.
Carne para canhão, bosses que implicam uma abordagem ponderada, e os habituais QTEs (carregar nos botões que aparecem no ecrã dentro de um limite de tempo para que Kratos execute uma série de acções ) são já marcos incontornáveis em God of War, aparecendo em doses adequadas na curta demo.
Graficamente o jogo está impressionante, fazendo lembrar os seus congéneres da Playstation 2 e, tirando o ocasional atraso em momentos de excepcional acção, está já num ponto em que demonstra o melhor aspecto visual já visto na portátil (convém ressalvar que ainda não vi Crisis Core: Final Fantasy VII em movimento na consola, o único jogo que, para já, parece estar no mesmo patamar gráfico deste título).
Nas mãos da talentosa equipa Ready at Dawn (composta por ex-membros da Naughty Dog e da Blizzard, responsáveis por Daxter, também para a PSP) e com ainda alguns meses de trabalho pela frente, God of War: Chain of Olympus tem tudo para igualar o sucesso das suas iterações anteriores.