
Depois da apresentação do PGR4, fomos convidados para dar uma voltinha no Carver One. Para quem não sabe, o Carver One é um triciclo, ou seja, este aspecto, no mercado Português, é interessante, já que esta máquina está isenta de Imposto Automóvel, no entanto é necessário possuir carta de condução de veículos ligeiros. Curiosos? Então vamos a mais detalhes.
As especificações do Carver One são bastante modestas, aliás não existe nada que salte à vista em termos técnicos. O que propulsiona o Carver One é um motor 4 cilindros de 16 válvulas com Turbo Intercooler de 659 cc que consegue gerar 68 cavalos de potência. Até mesmo no que toca a consumos é bastante modesto, com um consumo misto de 5,8 litros aos 100 km. A velocidade máxima do Carver One é de 185 km/h e consegue ir dos 0-100 em apenas 8,2 segundos. Também existe a opção de afinação do motor que transforma o já frenético motor de 68 cavalos num motor de 85 cavalos, este boost de potência faz com que a aceleração dos 0-100 passe para 7 segundos e a velocidade máxima aumenta para 200 km/h!
De resto o que salta mesmo à vista neste carro é mesmo o design arrojado e a maneira como o carro se inclina quando estamos a curvar.
Eu era um dos cépticos, pensei mesmo que aquilo não passava de um brinquedo caro (Preço base fica-se pelos 39.700 euros) e esquisito para os mais excêntricos. Mas depois de ver as especificações do Carver One, conclui que se trata realmente de uma máquina maravilhosa.
O Carver One comporta apenas duas pessoas, uma à frente da outra. Estar sentado dentro de um Carver é como estar sentado num caça F-16. No entanto não é muito desconfortável. O condutor lá iniciou a marcha e reparei logo que apesar de ter apenas 68 cavalos, o Carver One era capaz de me colar ao banco, enquanto acelerava. Depois na primeira curva em gancho para a direita, na saída da rua Cavaco Silva, aconteceu o que faz este Carver One tão único e tão espectacular, o cockpit inclinou-se até aos 45 graus. É realmente uma sensação única estar a olhar para o lado e ver o chão a uns escassos centímetros de nós.
Depois da primeira inclinação lá me foram sendo dadas umas explicações sobre o carro, enquanto o piloto ziguezagueava por uma longa recta. Para mim, “o que mete mais pica” é mesmo as curvas, e se eu possuísse um Carver One, acho que ia começar a transitar pelas estradas que tivessem mais curvas, só para sentir a adrenalina que o Carver nos consegue transmitir ao curvar. Mas o melhor ainda estava para vir, quando entrámos numa rotunda, o Carver inclinou-se outra vez a um ângulo de 45º e o piloto fez duas voltas à rotunda sempre a acelerar. O carro não derrapava nem fugia de traseira, mas o que era mesmo espectacular era sentir as forças G que o Carver transmitia. À segunda volta, já o meu estômago e a minha cabeça começavam a protestar, felizmente saímos da rotunda a uma velocidade estonteante e sempre colados ao banco.
Carver One não só chama a atenção da multidão pelo seu design arrojado e único, mas também consegue espantar os seus ocupantes. É sem dúvida um veículo fantástico e foi uma experiência inesquecível!