
The Sims é, sem dúvida, um dos títulos mais populares do mundo dos videojogos, quiçá o mais famoso. Desde a saída do primeiro título para PC, seguiu-se uma verdadeira maratona de expansões, seguido da invasão das consolas e, mais tarde, um segundo jogo.
Agora, numa tentativa de cativar os jogadores nipónicos, a EA lança para NDS MySims (Boku to Sim no Machi), baseado no famoso The Sims (da Maxis), depois da versão Wii.
O conceito de MySims é completamente diferente dos jogos The Sims lançados para as consolas portáteis. O visual é diferente, sendo mais apelativo a um público geral, pelo seu factor cute.
Começamos o jogo por criar a nossa personagem – o nosso sim -, com quem iremos jogar. Uma vez criada, somos apresentados ao cenário do jogo: a nossa personagem acabou de mudar de casa, para uma cidade nova, e socializa rapidamente com os habitantes. É-lhe então dada uma missão: ajudar a melhorar a cidade, para receber mais turistas e possíveis novos habitantes. Esta missão é constituída por pequenas tarefas, como espalhar flores pela cidade ou oferecer presentes aos turistas.
Os mini-jogos não são dispensáveis em MySims: temos um mini-jogo de squash, um de pesca, um de parapente, um de fabricação de lei's (os famosos colares de flores do Havai), um de cartas, um de mergulho e um de salto de pára-quedas. No final do mini-jogo, consoante a nossa pontuação, recebemos dinheiro e – se a nossa pontuação o permitir – medalhas.
A navegação na cidade e arredores é facilitada pela possibilidade de mover a nossa personagem com a stylus e fazer interagir com os objectos e as personagens da mesma maneira. Porém, nos primeiros momentos do jogo em que o autocarro ainda não está disponível, torna-se monótono deslocar a grandes distâncias.
A socialização também é importante: cada vez que surge uma personagem nova, é preciso levar o nosso sim a interagir com ela, para ganhar pontos e dinheiro e passar de nível. Para isso, temos de falar com o outro sim, utilizando as opções de acção disponíveis, como “conversar”, “ouvir”, “encorajar”, “chorar”, entre outras. Para conseguirmos um convívio bem conseguido é preciso escolher bem as opções, tendo em conta que nem todos os sims respondem positivamente a certas acções. Oferecer presentes aos sims turistas – bolos, lei's, flores... – também ajudará a tarefa socializante.
Comparando com os títulos The Sims para consolas portáteis, o visual é mais apelativo e não tão rígido. Em MySims, não precisamos de nos preocupar com o estado da nossa personagem, se precisa de comer ou dormir. Existe a passagem dos dias – sendo esta marcada por alguns toques musicais -, que faz variar a posição das personagens e a disposição destas.
A influência de Animal Crossing é inegável, sendo MySims um claro candidato à concorrência de jogos do género. Porém, falha em alguns pontos da interactividade – por exemplo, se tivermos um rádio, apenas podemos ligá-lo e desligá-lo – e o modo dialogo não está disponível para todas as personagens.
MySims não deixa de ser um jogo cativante, ideal para qualquer idade – apenas tendo o obstáculo da língua, no caso dos mais pequenos. Porém, se bem que seja uma alternativa a Animal Crossing, este último continua a ser superior.
7/10 -- Recomendado