
Uma das surpresas da Konami que foram desvendadas durante o evento Tokyo Game Show, foi a primeira aparição em forma de trailer, do seu título para a Nintendo DS, Time Hollow. Com fortes raízes vindas do anime nipónico, o título pretende basear-se na fórmula de aventura de outros títulos como Phoenix Wright e Trace Memory, mas introduzir uma componente de simulador, centrando-se no drama de liceu que é tão habitual nos jogos japoneses.
Fiquem com o trailer e mais detalhes, em baixo.
O título está a ser criado por Junko Kawano, reconhecido pela sua colaboração na série Suikoden, e pela escritora e romancista Takehiko Hata. A história do título mantém-se muito vaga, apenas sendo conhecidos alguns elementos iniciais do jogo. A personagem principal é o típico estereótipo de adolescente japonês de 17 anos, de nome Horo Tokio, sendo que é portador de um elemento crucial para a narrativa, a "Hollow Pen". Cabe a Horo dar uso a este dispositivo para alterar o passado e tentar salvar os pais que desapareceram de uma forma misteriosa. Sendo que a narrativa não poderá ter um começo mais intrigante, Horo tem numa certa noite um sonho que, enquanto criança ele perde os pais num incêndio, mas ao acordar fica ciente que eles estão desaparecidos há 12 anos. Será o ponto de partida numa tentativa de alterar o passado e também ajudar as personagens que encontra pelo caminho.
Em termos de jogo, o mapa mundo da cidade em que a personagem reside é em 2D e pode ser movido em todas as direcções usando o D-Pad. Para ir para uma localização, basta tocar na mesma com o stylus, que aparecem com um símbolo piramidal no mapa. Escolhendo uma localização, podemos aumentar cada parte da mesma e explorar. O movimento da personagem é efectuado, selecionando portas, caminhos e localizações-chave do cenário. O uso do stylus como um editor de tempo, é o elemento novo nesta fórmula. Tendo o aspecto de uma caneta com um ponteiro verde fluorescente, o dispositivo pode ser usado em determinadas áreas para olhar no presente, como essas mesmas localizações eram no passado. Encontros, acidentes e diálogo é o que se pode esperar à medida que desenhamos os pequenos círculos e comparamos lado-a-lado a representação passada do que está escondido por debaixo dessas zonas do presente.
O diálogo ocorrerá no ecrã do topo, com as habituais imagens das personagens e caixas de texto. As cenas de animação vão ter vozes e a música será dentro da linha do Pop e Orquestra, mas com a típica qualidade Midi habitual nestas aventuras. O título tem bons valores de produção, boa arte em 2D e o dispositivo "Hollow Pen" parece ser inspirado directamente do livro "The Subtle Knife" de Philip Pullman. Fiquem atentos para mais novidades.