
Há uma nítida influência de Geometry Wars em Super Stardust HD. O jogo funciona essencialmente em dois planos, tal como a nave controlada, deixando apenas uma dimensão tridimensional para os meteoritos que invadem a atmosfera planetária, rodando e vagueando numa rotação de 360º. A maior diferença face a outros títulos como Geometry Wars passa pela rotação dos fragmentos minerais e inimigos em torno do planeta, mas sempre ao nível de uma malha envolvente por onde fluem porções mais ou menos gigantescas, com maior ou menor velocidade, em quantidades suficientes para sufocar a pequena mas poderosa nave espacial.
Shooters espaciais sempre combinaram a aptidão para um constante reforço da artilharia como defesa suplementar perante ataques frenéticos, crescentes, mais complicados e desenfreados. Há fundamentalmente três géneros de munições com um resultado mais eficaz dependendo do tipo de inimigo ou configuração dos meteoritos. O balanço é satisfatório e não submete a iniciativa do jogo somente ao disparo interminável. Há um sentido estratégico e paralelo que pode proporcionar grandes resultados em termos de pontuação, até para lograr mais facilmente os objectivos se o lixo espacial for atingido com discriminação. A situação adversa no meio de tudo isto acontece quando se instala o caos ao redor da nave, com dezenas de meteoros, já fragmentados, estreitando a manobra de acção. A partir daí sobra menos tempo para pensar na escolha da arma adequada e utilizam-se outros planos de fuga como as bombas obtidas ao longo da acção que fundamentalmente rebentam com tudo o que vagueia pela estratosfera. É uma válvula de escape, com efeitos temporários, mas suficiente para resolver o caos instalado. Há também a hipótese de acelerar pontualmente a velocidade da máquina espacial rasgando ao meio os maiores meteoritos e sem perda de vida.
O rebentamento de um meteorito de grandes dimensões provoca a fragmentação deste em múltiplos pedaços, sendo que, em muitos, há um pequeno coração, de cor esverdeada, que depois de atingido proporciona a aquisição de pontos (tokens) que ajudam a incrementar o multiplicador de pontos. Em alternativa também podem ser obtidos itens de upgrade das armas, deixando-as mais potentes.
Há também a possibilidade de abater naves espaciais. Elas transportam bombas, bastante úteis para as manobras de desenfreio.
Ponto comum é a ultrapassagem dos bosses finais. Em SSHD, depois dos ataques pestilentos, e já percorridos vários níveis no mesmo planeta, a última área completa-se depois de um combate épico e cirúrgico travado contra uma nave. Há um imenso sentido prático e clássico corroborado pelas sempre famosas leaderboards habilitadas a perceber até onde vai a vossa capacidade técnica. Naturalmente, a dificuldade é apertada, levando muitas vezes ao desespero pela falta de tolerância. Afinal são cinco os planetas a percorrer, um cabo de tarefas intensas apelando sempre a imensa concentração.
Visualmente é um autêntico festival de cores e pontos de luz. Para mais beneficia dos 1080p de uma televisão de total alta definição os quais propiciam uma elegante e fluída animação gráfica.

SSHD é uma exploração moderna das estruturas que antes categorizaram clássicos shooters. Não há muito de novo a desvendar desde as vias de progressão até aos dejá vú upgrades. Porém, avançado na montagem gráfica, frenético no ritmo e pautando momentos de elevada intensidade não há como lhe resistir. E só custa oito euros. Imagine lá quanto teria de gastar para o acabar numa máquina arcada. Ah e a sua máxima pontuação é vista por todo o mundo
8/10
Fiquem também, de seguida, com a crítica do jogo no formato vídeo.