
A GameCube é, porventura, a última consola doméstica com que a Nintendo concorre contra as suas rivais, usando os mesmos moldes, na conquista por uma fatia do mercado de videojogos. Apesar da utilização dos mini-dvd’s assumir um cariz superficialmente diferenciador certo é que a máquina apresenta basicamente os requisitos de jogo da Microsoft Xbox e Sony Playstation 2.
Em termos de eficácia nas especificidades técnicas é também possível concluir que a GC se queda pelo segundo lugar, imediatamente depois da consola americana. Mas no momento em que se aproxima a viragem na geração de consolas, na altura em que Iwata ascende ao poder da gigante nipónica, o seu discurso, inúmeras vezes repetido em conferências, apresentações e comunicados à imprensa especializada, deixava antever profundas mudanças no sentido tecnológico quando à produção das consolas.
O primeiro elemento materializado por esse discurso, assente primordialmente na inovação e na nova experiência de jogo, foi a Nintendo DS. Sabendo os responsáveis máximos da companhia que o mercado das portáteis conheceria um novo interveniente de luxo ( a Sony PSP) - que por agora caminha palidamente ao abrigo daquilo que prometeram - a futura consola portátil da Nintendo teria de se furtar às exigências gráficas e de esplendor visual por forma a engatar uma audiência mundial, em especial os jogadores japoneses que vão denunciando alguma insatisfação pelo percurso mainstream de algumas produções. Com recurso à estilete, ao ecrã táctil, ao duplo ecrã, o apoio garantido de bastantes produtoras independentes e ainda o forte auxílio dos departamentos internos, a Nintendo colocou no mercado uma máquina altamente invulgar, com características únicas e sobretudo um naipe de jogos capaz de aproveitar aquele potencial inovador. Sem estas características que apelam e cativam jogadores nipónicos, britânicos e americanos seria mais difícil inovar e trazer para a indústria mais jogadores que preferem experiências de jogo fora do comum. A Nintendo está a consegui-lo, pois a DS vende bem nos mercados principais, tem jogos de indiscutível mérito no mercado, enquanto se apresta para disponibilizar um conjunto de jogos com imensas novidades. Electroplankton é praticamente um luxo do olhar atento do compositor musical nipónico Toshio Iwai após compreender o alcance da portátil desdobrável.
Com a anunciada Revolution na pretérita E3, a Nintendo pretende traçar um novo rumo no sector das consolas caseiras tendo por base os mesmos pressupostos que levaram à criação da DS, a inovação e uma experiência de jogo susceptível de seduzir qualquer jogador. É, logicamente, a alternativa mais segura que se põe e que Iwata amadureceu, quando se sabe que é muito difícil apostar com sucesso numa máquina capaz de fervilhar características técnicas, garantir o apoio de produtoras independentes a fim de produzir sensivelmente os mesmos jogos da XBox 360 e PS3. Se essa via – a escolhida para a GC – fosse novamente preconizada, só um louco admitiria que a consola teria sucesso. Mas a necessidade da diferença, do cariz revolucionário, advém essencialmente da força dos adversários. Com a GC os responsáveis da Nintendo compreenderam que não é preferível continuar a competir nos moldes da Sony e Microsoft. Daí o mistério em torno do comando, no fundo a interface de jogo, aquilo que tornará a máquina diferente. Além do mais, ao desenvolver uma consola com menos capacidades relativamente às concorrentes, a Nintendo possibilita uma redução nos custos de produção o que é benéfico para software houses de menor capital. E sabendo-se que a tendência inclina para um aumento gradual dos custos nos próximos tempos, a Revolution vai marcando a sua diferença.
Com esta máquina será adequado revitalizar as franchises que marcam a história dos videojogos, convencendo os jogadores que poderão interagir com o Mário, Link, Samus, Yoshi, Donkey Kong de uma forma completamente inovadora. Por outro lado, se a Nintendo garantir o apoio dos produtores independentes da mesma forma que o obteve relativamente à DS, a Revolution poderá apresentar um cardápio de jogos bem maior e diferenciado que o da GC.
A dúvida permanecerá quanto ao sucesso desta opção já que há um claro afastamento relativamente ao âmbito do mainstream, na verdade o núcleo que habitualmente dita o lucro aos participantes activos na indústria dos videojogos. Porém, se os resultados tenderem a uma aproximação ao verificado relativamente à prestação da DS, com mais jogos originais e inovadores a Revolution poderá ser entendida como uma consola de sucesso.
Os próximos meses serão fundamentais para ajudar a esclarecer como será o controlo da Revolution, já que nas últimas semanas surgiram algumas notícias não conclusivas. Talvez por ocasião do Tokio Game Show a gigante de Quioto possa avançar elementos concretos sobre a forma de interacção, as características da Revolution, os apoios, as franchises reutilizadas, qual o envolvimento de Miyamoto, etc...
A Nintendo actua assim, dentro de um elevado secretismo, deixando apenas a certeza que algo diferente e inovador existirá necessáriamente na próxima geração.
É de esperar que a Nintendo volte a apostar em força nas franchises internas como Mario, Zelda, Metroid, pois costumam vender muito. Mas a partir do momento em que seja conhecido o sistema de controlo da máquina as produtoras independentes poderão começar a mostar apoio.
A Revolution pode ser muito original, mas se for para lançar mais 50 Marios, 20 Warios, 10 Yoshis, 5 Zeldas e 3 Metroids, então a Nintendo pode dizer adeus ao meu dinheiro. Venham as PS3 e Xbox360.
concordo plenamente com ME - se é para nos massacrar com marios e pokemons mais vale tarem kietos!! tem k fazer tudo d modo a k as software houses independentes mostrem o seu interexe pelas futuras consolas, pois só assim terão acesso a um leque variado de jogos k as ponham a kompetir directament com as outras consolas!! a ver vamos....