Katamari Damacy
O jogo mais original que alguma vez chegou á PlayStation 2 chegou também finalmente aos Estados Unidos. Para verem o quanto original e estranho o jogo é posso já dizer que é impossivel definir um género para ele.
Tipicamente japonês este jogo da Namco, usa apenas os dois sticks analógicos do Dual-Shock 2, de forma a ter uma jogabilidade intuítiva e onde a diversão é o principal objectivo.
No jogo somos um principe de apenas 5 cm, filho do grande rei do Cosmos, que acidentalmente (graças a uma bebedeira), apagou todas as estrelas do céu da terra. Em todos os níveis temos uma introdução por parte deste rei que nos dá os objectivos que são sempre conseguidos através de rolar, rolar e rolar. O nosso jovem principe controla uma bola chamada katamari que tem a particularidade de colar a si todos os objectos menores que ela, ganhando cada vez mais diâmetro e agarrando coisas cada vez maiores.
A maior parte dos níveis consiste em criar estrelas normais onde nos é dado um o diâmetro a que a nossa bola tem de chegar num dado espaço de tempo.
Outros níveis servem para criar constelações de estrelas, ou seja, por exemplo se quisermos criar a Ursa Maior, teremos de ir apanhar um urso, e podemos nesse caso rapidamente apanhar um peluche, e ficar com uma constelação medíocre ou apanhar um urso polar e ficar com uma excelente constelação. Para além disso temos também a possibilidade de criar estrelas cadentes, que se obtém por acabar os níveis rapidamente. A quantidade de cenários é bastante, começando nós o jogo dentro de um quarto de uma criança, e no final do nível já estamos a tentar apanhar a dita criança, assim como tudo o que há no jardim dessa casa. Rápidamente vamos crescendo acabando o jogo a apanhar já ilhas inteiras e tornados. Ao todo são quase dois mil objectos para apanhar diferentes sem contar com os diversos seres humanos.
Penso que o jogo tem a longevidade exacta (á volta de 5-10 horas) pois se tivesse mais era capaz de começar a cansar, pois na verdade, é sempre o mesmo, apenas muda a escala.
Após acabar o jogo tem-se alguns objectivos como apanhar presentes (um deles dá para tirar fotografias), temos a possibilidade de jogar sem limite de tempo nos diversos cenários.
Existe também o modo multi-player que é algo díficil de jogar pois o katamari ocupa muito do espaço vísivel na maior parte dos níveis pelo que com ecrã dividido se torna insuportável.
Infelizmente é díficil passar a ideia do que este jogo é, pois só mesmo jogando se percebe. Toda a jogabilidade, música, ambiente nos deixam com um sorriso na cara, e afastam todos os maus pensamentos e recordações do dia. O jogo é simplesmente divertido e fácil de jogar.
E para quem quiser descarregar as frustrações do dia, o jogo também nos deixa, pois sabe bastante bem após um ínicio de nível onde gatos, cães e pessoas nos destroem o katamari pisando-o, voltar mais tarde e basicamente colá-los a nós e colar um carro por cima deles enquanto eles esbracejam para tentar fugir.
Não podia deixar de falar da extraordinária banda sonora. Tem uma variedade instrumental e de géneros de música enorme, e são hilariantes e como sempre alegres...e estranhas. Só mesmo ouvindo (após completar o jogo temos acesso a elas numa jukebox).
Este é sem dúvida o jogo mais original que já joguei e também um dos mais marcantes este ano...é só torcer agora para que saia aqui na Europa, pois nos Estados Unidos ele saiu a 20 $, quando o jogo vale sem dúvida os 50 $ habituais.


